08/01/2018

Deputado Ângelo Coronel prestigia Festa de Reis em Canoão de Ibititá

O presidente da Assembleia Legislativa da Bahia – ALBA, Angelo Coronel cumpriu no último dia 06 mais uma agenda como Chefe do Legislativo, no Distrito de Canoão, em Ibititá, para as celebrações da festa dos Santos Reis.

“Estou em Canoão para prestigiar uma festa que tem muita a ver com a minha infância. É preciso que os governantes e a própria sociedade mantenham as tradições folclóricas. Sem elas, perdemos a nossa identidade de baianos. Passamos a ser um povo qualquer, sem história”, fala Coronel, acompanhado de seu filho, Diego Coronel, e do presidente da Desenbahia, Otto Alencar Filho.

O Dia de Reis é um festejo de origem portuguesa que encerra as comemorações do Natal, trazido para o Brasil ainda nos primórdios da formação da identidade cultural brasileira, e que ainda hoje se mantém vivo nas manifestações folclóricas de muitos municípios baianos.

O distrito de Canoão, em Ibititá, fundado na segunda metade do Século XIX - pelos anos de 1870 - mantém a tradição. Apesar da origem portuguesa, o reisado em Canoão possui estilo afro, com trajes com cores quentes, chapéus enfeitados com fitas, ao som do pandeiro, zabumba, triângulo, violões, agogô e sanfonas. Foi Luizinho do Uibaí, na década de 1940, quem resgatou a tradição.

Dona Sinhana, na década de 1950; Zé Medonho, nos anos 1960; Izabel Marques de Oliveira, na década de 1970; e, atualmente, Abinaide Marques de Oliveira, deram sequência à Folia de Reis. Milhares de visitantes da região de Irecê e municípios circunvizinhos se espalham por Canoão, pela rua São Luiz e pela Avenida São João, para os festejos dos Santos Reis Magos - Gaspar, Belchior e Baltazar - que levaram ouro, incenso e mirra ao Menino Jesus em seu nascimento.

“O ponto alto da celebração é o desfile do Terno das Rosas, em atividade há mais de meio século, mas atrações como o sertanejo Felipe Araújo e a cantora pop Alinne Rosa garantem a animação da festa”, diz o prefeito de Ibititá, Cafu Barreto.

HISTÓRIA

Entre o Morro do Padre e a Serra da Laranjeira, Canoão deriva da existência de muitos caldeirões de arrecifes, que quando enchem, em época de chuvas, parecem imensas “canoas”, entre elas as lagoas do Corte, do Juá, de Preto e de Vicentinho. Está 100% inserido no território do polígono da seca, tendo como principal fonte econômica a agropecuária e a produção de feijão e mamona.

As primeiras cinco famílias que vieram para Canoão nos seus primórdios deram origem à grande parte da população que ainda habita a comunidade: famílias Rufino Dourado, Gomes, Ramos, Marques de Souza e família Matos.

As marcas do período da escravidão ainda são sentidas, com duas artérias sendo batizadas de Rua dos Brancos (embaixo) e Rua dos Pretos (encima). Na comunidade funciona também a Associação dos Remanescentes de Quilombolas de Canoão.
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