22/01/2018

Estudantes de Morro do Chapéu produzem mudas nativas para reflorestamento da região

Os estudantes do Centro Territorial de Educação Profissional da Chapada Diamantina II (Cetep), localizado em Morro do Chapéu, na Chapada Diamantina, estão produzindo mudas nativas para reflorestamento de matas da região. A iniciativa é fruto de uma parceria com a empresa de energia renovável Enel Green Power, que recentemente implantou um viveiro de mudas na unidade de ensino. O viveiro, de 12 metros de comprimento, conta com aproximadamente 5 mil mudas de espécies de plantas nativas da região, como Angico, Tamboril, Jatobá, Licuri, Pereiro Rosa e outras. As sementes das plantas são disponibilizadas pela própria Enel Green Power. Depois das plantas crescidas, a empresa as adquire para viabilizar os plantios em áreas da região. Segundo o secretário da Educação do Estado, Walter Pinheiro, este tipo de parceria faz parte do cerne do programa Educar Para transformar. “São parcerias como estas que contribuem para dinamizar o ambiente escolar, a partir do incentivo a projetos desenvolvidos pelos estudantes, com foco no social e na sustentabilidade”, afirmou.


Segundo a diretora do Cetep, Milena Paula de Moura, o viveiro ampliou ainda mais o processo de aprendizado dos estudantes. “Esta parceria é muito importante, pois possibilita que os estudantes vivenciem na prática o que aprendem em sala de aula. Além disso, amplia a possibilidade de estágio com o foco na conscientização ambiental”, disse. A manutenção do viveiro é feita por dois ex-estudantes da unidade e mais dois estagiários voluntários que, mesmo no período de férias, executam diariamente as atividades no viveiro. Este é o caso de Ariel Mahatman Souza, de 17 anos, que faz o curso técnico em Agropecuária. “Estou gostando muito de cultivar as mudas no viveiro porque saímos da teoria e vamos para a prática de campo e, isso, diversifica o conhecimento porque a Agropecuária é muito ampla”, afirma o estudante. O técnico em Agropecuária e ex-aluno do Cetep, Jadiel Xavier Santos, 20, é um dos responsáveis por auxiliar os trabalhos no viveiro. “Uma das atividades que fazemos é o processo de quebra de dormência, que é necessário para a germinação das plantas. Também, regamos as mudas duas vezes por dia e adicionamos esterco bovino e material orgânico nas terras”, explica.

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