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São Gabriel: em nota, 163 médicos manifestam repúdio à gestão atual e ao caos na saúde pública na região de Irecê

Na manhã deste Sábado (20), recebemos uma manifestação de 163 médicos da nossa região em relação ao caos da saúde de São Gabriel e em toda a região de Irecê.

O manifesto, em um movimento legítimo da classe, busca melhorias nas condições de trabalho dos profissionais da área, dignidade da profissão, e também mais segurança no atendimento ao paciente.

Dentre os problemas encontrados que, segundo eles, são comuns em hospitais da região, estão a falta de materiais e medicamentos, precariedade na estrutura física, sobrecarga de pacientes, ausência de enfermeiros nos plantões, falta de segurança e ambulâncias em péssimas condições de uso.

O estopim para essa crise de proporções regionais se deu com o acúmulo de problemas não resolvidos e o tratamento dispensado aos profissionais da área, principalmente após serem informados via Whatsapp através da Secretaria de Saúde, que teriam seus honorários reduzidos.

Surpreendidos com o rompimento de acordo, por parte da gestão de São Gabriel - que havia em 2017 se comprometido a melhorar o serviço público de saúde - os médicos plantonistas comunicaram seu desligamento do trabalho junto ao Município, devido às represálias sofridas por conta de sua liderança no movimento ocorrido em Novembro de 2017, e em respeito ao movimento da classe.

Deste modo, os médicos da região de Irecê, prezando pela ética, honradez, dignidade da profissão e melhorias da saúde pública, manifestam seu repúdio à nota emitida pelo Prefeito de São Gabriel, Hipólito Rodrigues, o qual teria insinuado que os médicos plantonistas são desencadeadores de boicote ao Município, utilizando de artifícios como chantagem e coação; repúdio à nota que promove a incitação ao ódio para a classe médica que, segundo a mesma nota, exercem sua profissão somente por questões financeiras; repúdio também ao tratamento da gestão aos profissionais que atual na rede de atenção básica, obrigando-os a assumirem plantões no Hospital, além do previsto para o PSF, sob pena da rescisão contratual; repúdio ao autoritarismo, a todos os administradores públicos que não se preocupam em efetivar uma saúde de qualidade para seus cidadãos, à forma de contratação por credenciamento e pejotização, e repúdio aos gestores que promovem o fechamento de unidades da Atenção Básica, deixando a população desassistida e sobrecarregando os hospitais municipais.

E explica:

"O exercício da medicina é feito de amor ao próximo, anos infindáveis de estudo, renúncia da convivência familiar e até mesmo qualidade de vida (noites sem dormir, trabalho por três turnos diários, incertezas quanto ao trabalho, perdas de domingos, natais, aniversários, crescimento dos filhos...). É um trabalho que não tem fim. O médico é o que é por toda a vida e a todo instante, e merece uma remuneração justa.

Clique aqui e baixe a nota na íntegra
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