São Gabriel: em nota, 163 médicos manifestam repúdio à gestão atual e ao caos na saúde pública na região de Irecê

20/01/2018

Na manhã deste Sábado (20), recebemos uma manifestação de 163 médicos da nossa região em relação ao caos da saúde de São Gabriel e em toda a região de Irecê.

O manifesto, em um movimento legítimo da classe, busca melhorias nas condições de trabalho dos profissionais da área, dignidade da profissão, e também mais segurança no atendimento ao paciente.

Dentre os problemas encontrados que, segundo eles, são comuns em hospitais da região, estão a falta de materiais e medicamentos, precariedade na estrutura física, sobrecarga de pacientes, ausência de enfermeiros nos plantões, falta de segurança e ambulâncias em péssimas condições de uso.

O estopim para essa crise de proporções regionais se deu com o acúmulo de problemas não resolvidos e o tratamento dispensado aos profissionais da área, principalmente após serem informados via Whatsapp através da Secretaria de Saúde, que teriam seus honorários reduzidos.

Surpreendidos com o rompimento de acordo, por parte da gestão de São Gabriel - que havia em 2017 se comprometido a melhorar o serviço público de saúde - os médicos plantonistas comunicaram seu desligamento do trabalho junto ao Município, devido às represálias sofridas por conta de sua liderança no movimento ocorrido em Novembro de 2017, e em respeito ao movimento da classe.

Deste modo, os médicos da região de Irecê, prezando pela ética, honradez, dignidade da profissão e melhorias da saúde pública, manifestam seu repúdio à nota emitida pelo Prefeito de São Gabriel, Hipólito Rodrigues, o qual teria insinuado que os médicos plantonistas são desencadeadores de boicote ao Município, utilizando de artifícios como chantagem e coação; repúdio à nota que promove a incitação ao ódio para a classe médica que, segundo a mesma nota, exercem sua profissão somente por questões financeiras; repúdio também ao tratamento da gestão aos profissionais que atual na rede de atenção básica, obrigando-os a assumirem plantões no Hospital, além do previsto para o PSF, sob pena da rescisão contratual; repúdio ao autoritarismo, a todos os administradores públicos que não se preocupam em efetivar uma saúde de qualidade para seus cidadãos, à forma de contratação por credenciamento e pejotização, e repúdio aos gestores que promovem o fechamento de unidades da Atenção Básica, deixando a população desassistida e sobrecarregando os hospitais municipais.

E explica:

"O exercício da medicina é feito de amor ao próximo, anos infindáveis de estudo, renúncia da convivência familiar e até mesmo qualidade de vida (noites sem dormir, trabalho por três turnos diários, incertezas quanto ao trabalho, perdas de domingos, natais, aniversários, crescimento dos filhos...). É um trabalho que não tem fim. O médico é o que é por toda a vida e a todo instante, e merece uma remuneração justa.

Clique aqui e baixe a nota na íntegra

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