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Ângelo Coronel cita 'dever cumprido' após 1º ano como presidente: 'Agora respeitam a AL-BA'

O deputado estadual Angelo Coronel (PSD) completa, nesta quinta-feira (01), seu primeiro ano como presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA).
Em alguns meses, Coronel passou de um parlamentar pouco assíduo a concorrente direto do então gestor da Casa, deputado Marcelo Nilo (PSL), que estava há 10 anos no cargo e parecia franco favorito a sua quinta reeleição.

Em uma jogada articulada nos bastidores, o social-democrata conseguiu apoio da bancada da oposição e até mesmo de membros do próprio partido de Nilo, que às vésperas da eleição foi obrigado a retirar sua candidatura e aceitar a derrota.

Mas para conseguir o apoio da maioria, Coronel havia feito muitas promessas, incluindo demandas antigas dos legisladores. Em seus primeiros seis meses, o novo presidente da AL-BA instalou o colégio de líderes e votou o projeto que impedia a reeleição para o cargo que ocupava - e que permitiu que Nilo passasse uma década como administrador da Casa.

Sem negar seu passado de pouca presença no plenário, garantiu que resgataria o "interesse" dos colegas ao investir na apreciação projetos de deputados, mas decidiu ao mesmo tempo punir quem prejudicasse a atuação do Legislativo baiano, cortando o ponto daqueles que faltassem as sessões de votações ou reuniões de comissões. Por isso, acredita que tenha feito um bom trabalho nos últimos 365 dias.

"O sentimento é de dever cumprido, de ter feito o possível para atender aos pedidos da população, dos servidores e dos parlamentares. Muita gente não acreditava mais no Legislativo, achava que nós éramos subservientes, que não tínhamos nenhuma independência. Agora a população respeita a AL-BA, temos uma Casa pacificada, harmônica. Foi assim que conseguimos um dos maiores percentuais de participação dos deputados em sessões ordinárias (lembre aqui)", comemorou.

Coronel citou ainda "conquistas" que não estavam na lista de promessas.

"Pela primeira vez, a AL-BA devolveu recursos ao Executivo, e os R$ 555 mil que economizamos foram destinados a questões sociais. Fico feliz de poder humanizar a Casa, coisa que não existia. Quando você ajuda instituições como essas, você indiretamente está levando a AL-BA para mais perto da população", avaliou.

Ao chegar no cargo, Coronel defendeu que buscaria o equilíbrio entre os três pilares que mantêm o Legislativo baiano: os deputados, a população e os servidores. E após um ano, ele acredita que também conseguiu avançar nos interesses dos trabalhadores.

"Nós conseguimos aprovar o Plano de Cargos e Salários dos servidores. A autoestima do servidor não existia, tanto dos ativos quanto dos inativos. Muita gente trabalhou por anos aqui e não tinha uma aposentadoria digna. Nós conseguimos dar dignidade para eles", defendeu.

Para o seu segundo ano de gestão, contudo, Coronel admite que será impossível manter o mesmo ritmo. Além da Copa do Mundo, a AL-BA tradicionalmente vê seu plenário se esvaziar durante o período de eleição, já que muitos deputados voltam às bases para tentar garantir a permanência no mandato. Para isso, o presidente já opera para "adiantar" os trabalhos enquanto a casa está cheia.

"Esse ano é atípico, com as eleições e Copa do Mundo, mas vamos fazer um esforço para que nesse primeiro semestre a gente consiga trabalhar de forma conjunta e manter a pauta limpa como se encontra hoje. Já estou conversando com os poderes que enviam projetos para que acelerem suas demandas, para que a Casa possa apreciar e votar. Do governo não temos nenhum projeto neste momento, mas já conversei com o gabinete do governador para ver se tem algum projeto. Pedi que eles acelerem o processo, para deixar a Casa apta a tentar votar tudo esse semestre, já que depois começa o recesso do meio do ano, na volta começam as convenções, campanha, e fatalmente teremos as atividades reduzidas", reforçou.

Fonte: Bahia Notícias
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