20/02/2018

Bahia fica sem representantes no governo Temer após saída de Valois

Três baianos ocuparam postos no primeiro escalão da administração federal, mas deixaram os cargos após polêmicas.
Depois de a magistrada aposentada Luislinda Valois deixar o Ministério dos Direitos Humanos, a Bahia ficou sem representantes no primeiro escalão do governo do presidente Michel Temer (MDB).

A baiana entregou sua carta de demissão nesta segunda-feira (19), após ser acusada no Planalto de ter uma atuação “apagada” e enfrentar uma polêmica no cargo.

Em novembro do ano passado, pediu para acumular seu salário de desembargadora aposentada com a remuneração da pasta, alegando “trabalho análogo à escravidão”. Para ficar no posto, Valois ainda deixou o seu partido, o PSDB, que decidiu desembarcar da administração de Temer.

Além de Valois, mais dois baianos ocuparam cargos no primeiro escalão do governo. O primeiro foi Geddel Vieira Lima (MDB), que foi ministro da Secretaria de Governo. Ele renunciou o posto após declarações do então ministro da Cultura, Marcelo Calero, que acusou o emedebista de pressioná-lo a produzir um parecer técnico para favorecer seus interesses pessoais.

Calero afirmou que Geddel Vieira o procurou pelo menos cinco vezes — por telefone e pessoalmente — para que o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), órgão subordinado à Cultura, aprovasse o projeto imobiliário La Vue Ladeira da Barra, nos arredores de uma área tombada em Salvador.

Com a saída de Geddel, o deputado federal Antonio Imbassahy (PSDB) ficou com a cadeira de Geddel. O tucano baiano pediu demissão da Secretaria de Governo, em dezembro do ano passado, após ser alvo de várias críticas da base de Temer.

Apesar da retirada de Valois, há baianos ainda ocupando postos relevantes na administração de Temer. É o caso de Sílvio Pinheiro (DEM), que é presidente do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), e o vereador licenciado Paulo Câmara (PSDB), que é secretário nacional de Assuntos Federativos.

Os dois, no entanto, devem sair por causa da eleição. O tucano para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) e Pinheiro para ajudar a eventual candidatura do prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), ao governo da Bahia.

Fonte: Bahia Ba

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