Entrevista com Veterinário da ADAB, sobre riscos do consumo de carne estraga e numero de vitimas contaminadas com raiva

Após diversas reclamações e questionamentos sobre a demora para o funcionamento do matadouro publico de Irecê, buscamos então mais informações sobre os reais perigos a saúde humana ao consumir uma carne que esteja contaminada, e consequentemente não passou pelo processo de avaliação adequada no seu abate ou conservação.

Entramos em contato com a Agencia de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB) através do veterinário Aderbal Machado, que nos concedeu entrevista falando do numero de casos registrados de animais infectados com a raiva, o numero de vitimas da região, além de tratarmos de doenças através do consumo do leite e frango.

Além da entrevista, fomos em busca de mais informações sobre o risco do consumo das carnes que podem levar perigo ao serem consumidas.

Aos olhos humanos, alimentos aparentemente normais podem abrigar micro-organismos perigosos para a saúde pessoal e com a carne não é diferente. O produto, se contaminado pode causar desde pequenos transtornos até a morte. Um dos problemas mais comuns é a toxinfecção alimentar (infecção adquirida através do consumo de alimentos contaminados por bactérias ou suas toxinas) que pode levar o consumidor à morte. Outro risco dos alimentos em más condições sanitárias é a teníase, doença causada por parasitas.

Geralmente ela é transmitida pelo consumo de carne contaminada com cisticercos (larvas do verme), não bem cozida ou assada, que pode causar sérios riscos ao organismo, inclusive problemas nervosos e cegueira quando estiver associada à neurocisticercose (infecção no sistema nervoso). Mas existem outras doenças que também são transmitidas dos animais aos seres humanos, por meio dos produtos cárneos, a exemplo da tuberculose e brucelose, entre outras. Daí, a importância de o consumidor comprar produto bem embalado, refrigerado e, principalmente, com o selo Serviço de Inspeção, quer seja Federal (SIF), Estadual (SIE) ou Municipal (SIM), que atesta a qualidade.

As carnes devem ter o carimbo da inspeção sanitária, quer seja Federal (SIF), Estadual (SIE) ou Municipal (SIM), e nas embalagens o certificado de qualidade. Caso o carimbo já não esteja presente na carne, devido aos cortes sofridos, é importante se informar do proprietário da casa comercial a procedência dos produtos na hora de comprá-los.

- O produto deve estar devidamente condicionado em balcões frigoríficos (nos mercados, feiras livres e açougues).
- Não compre carnes vendidas em locais insalubres e sujos, com circulação livre de animais e insetos.
- Lave bem, com água e sabão, as mãos e os utensílios antes de manusear a carne.
Com isso, certamente,
- Os postos de saúde reduziriam substancialmente seus custos com a diminuição de doenças causadas por carne contaminada, e os recursos poderiam ser direcionados para outras prioridades.
- A prefeitura aumentaria a arrecadação e diminuiria os gastos com saúde, com uma consequente melhoria para o município e seus habitantes.
- O meio ambiente ficaria protegido dos dejetos e resíduos deixados ao relato ou atirados nos rios e nascentes.

Reportagem: Gleydson Santana
Informações: Aderbal Machado Veterinário e Oscar Vitorino Veterinário

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