COVID-19
Ouça nossas rádios
Play Pause Entrar
Play Pause Entrar
Play Pause Entrar
Play Pause Entrar

Ouça essa matéria

Projeto Baixio de Irecê, uma história de conflitos que se arrasta por quase 60 anos. Produtores vão ocupar a Codevasf

04/03/2018



Mais de R$ 1,5 bilhão de investimentos, grilagens de terra e crimes de pistolagem e até agora, só produziu algumas poucas abóboras e melancias “na tora”.

Toda a extensão do Projeto Baixio de Irecê, remota a ações lideradas pelo grileiro Airton Moura, morto, meses depois de ter concluído as tomadas de milhares de hectares de terras, em estranho acidente automobilístico, ainda não bem esclarecido,  ocorrido próximo à comunidade de Achado, quando viajava para Salvador.

A área passou por intensos processos de conflitos agrários, envolvendo grilagem, pistolagem e muito investimento de dinheiro público, a partir de conglomerado ligado a fortes grupos políticos da época e grandes empresas, consorciados na famigerada CODEVERDE, uma cooperativa criada para fazer gestão do projeto, que inicialmente deveria assentar milhares de produtores agrícolas, a partir da tecnologia da irrigação. Posteriomente, a aquisição das terras e gestão do projeto, se deram pelo Governo Federal, via CODEVASF – Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba.

O projeto é questionado pela Comissão da Pastoral da Terra (CPT), que propõe outro uso do espaço, a partir das culturas tradicionais e dos proprietários locais, que tem sido historicamente prejudicados  e continuam sendo anulados pelas propostas voltadas a atender ao agronegócio, conforme ponderam membros da CPT, que se mantem articulada com o Ministério Público Federal, questionando o processo de instalação do projeto, do ponto de vista jurídico, social e ambiental.

Atualmente, agricultores familiares e empresários rurais detentores de lotes por processo licitatório, estão impedidos de iniciar as operações porque a Codevasf não disponibiliza as condições essenciais, como energia, apesar de pagar mensalmente à Coelba, a estrada para escoar a produção e a autorização para o uso das águas do canal principal, com cerca de 42Km de extensão. 

A estrutura já começa a ser corroída pelo tempo e pela falta de uso, já exigindo reparos, pondo em risco altos investimentos públicos e sonhos de milhares de pessoas que apostaram nas expectativas de produzir no local. Famílias e empresas investiram o que tinham, depois do processo licitatório, acreditando que o projeto iria de fato entrar em operação.

“Muitas famílias perderam as esperanças e já estão indo para os gerais”, destacou um irrigante, durante reunião de articulação do movimento “Ocupa Codevasf”.

Os produtores e empresas que estão aptas a produzir no local, alguns já operando seus lotes precariamente, estão articulados para pressionar a Codevasf a resolver as ultimas pendências para iniciar as atividades produtivas e agroindustriais. Para isso, farão a ocupação pacífica do escritório regional da companhia nesta segunda-feira, 6, visando chamar a atenção do governo e da sociedade.
Mais informações, click aqui


Fonte: Cultura e realidade

Leia Também

Reportagens recentes:
2011 - 2020 @ Líder Notícias - O Seu Canal de Informação | Desenvolvedor :: @ vJPacheco