Raquel Dogde diz que R$ 51 milhões de Geddel são 'face visível' de corrupção

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, reforçou no Supremo Tribunal Federal (STF) a denúncia apresentada contra o ex-ministro Geddel Vieira Lima e outras cinco pessoas por lavagem de dinheiro e organização criminosa, baseada nos R$ 51 milhões encontrados em um apartamento em Salvador que, segundo a PGR, seria utilizado por Geddel.

De acordo com Raquel Dodge, o dinheiro é a "face visível e recente dos vários crimes de corrupção e de lavagem de dinheiro praticados pelos imputados".

A manifestação rebate as respostas à denúncia que foram apresentadas no mês passado pelos investigados.

Um dos argumentos utilizado por Gamil Föppel, advogado do peemedebista, foi que a acusação de lavagem não poderia ser comprovada pela "suposta guarda de valores", que seriam "pretensamente originários de outras infrações penais" e estariam localizados em um apartamento "alegadamente vinculado" a Geddel.

Sobre essa alegação, a procuradora-geral disse a defesa "nega o que é ululante nas provas dos autos" ao alegar que não houve lavagem de dinheiro. "A ocultação deste dinheiro tinha a finalidade específica de dar aparência lícita aos recursos oriundos dos crimes antecedentes", escreveu.
Nesta segunda-feira, Geddel e mais oito pessoas ligadas ao presidente Michel Temer viraram réus, acusadas de atuarem no chamado "quadrilhão do PMDB".

Fonte: O Globo

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