22/07/2018

Lista revela suposto ‘preço’ dos votos para líder de Temer no Congresso


Simone, Carlinho, Marquinho, Ninho, Joclecio, Dude, Beto e Preguinho… Os nomes, ao lado do valor ‘20’, constam de uma suposta ‘lista de compra de votos’ apreendida em 2014, pela Polícia Civil de Sergipe, com uma correligionária do líder do governo Temer no Congresso, André Moura (PSC). Com ela, que foi flagrada em grampo em tratativas com eleitores, também foram encontrados panfletos, dinheiro e santinhos. Para a ‘Neide’, teriam bastado R$ 100 para arrecadar ‘três votos’. O ’emprego do Tio Zé’ renderia quatro votos. O ‘preguinho’, a ‘Gilmara’, teriam topado votar nos candidatos indicados por ‘dois sacos de cimento’, de acordo com a lista. O documento foi encaminhado em junho à ministra Rosa Weber, do Supremo Tribunal Federal, que conduz inquérito sobre suposto crime eleitoral atribuído ao parlamentar e o senador Eduardo Amorim (PSDB) por crime eleitoral. Em primeira instância, também é alvo da mesma investigação o deputado estadual de Sergipe Luciano Pimentel (PSB). manda Mara Souza Chagas, funcionária pública de Carira, interior de Sergipe, foi flagrada em grampos telefônicos em suposta negociação de compra de votos para os três parlamentares. Filiada ao PSC, ela já foi candidata pelo partido ao cargo de vereadora pelo município em 2016. Em 2014, foi interceptada em inquérito relativo a supostos crimes de pedofilia e prostituição infantil em um bar na região de Itabaiana, interior do Estado, que envolvia bebedeiras e orgias com menores. Com a quebra de sigilo telefônico, a Polícia Civil constatou que investigados também agiam em outras duas cidades sergipanas supostamente para compra de votos. Uma delas era Carira, no sertão de Sergipe, que tem pouco mais de 21 mil habitantes e representa o 47.º lugar no ranking de Índice de Desenvolvimento Humano do Estado. No Brasil, está em 4391.º de um total de 5565 cidades à época do Censo de 2010. Alvo de buscas e apreensões, ela chegou a ser presa em flagrante. Com ela, foram apreendidos R$ 950, dez nomes de folhas que atrelavam valores a supostos eleitores. Também havia material de campanha. “vinte e cinco cartazes da coligação do candidato a deputado Luciano Pimentel, da coligação Marina 40 e Jackson15, Rogério Senador 131, PSB40, aproximadamente 100 panfletinhos (santinhos) de combinações partidárias entre o PSB40 do candidato Luciano Pimentel, do candidato André Moura e do candidato Eduardo Amorim 20 e Maria do Carmo 251”, diz o auto de apreensão, lavrado em outubro de 2014. Ela é parente do secretário municipal de Obras de Carira, Gabriel Chagas, também investigado, com quem mantinha contato recorrente e chegou a falar de uma ‘lista de eleitores’ e de pagamentos a parte deles.
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