03/07/2018

Por jogo do Brasil, políticos dispensam ringue eleitoral no Dois de Julho

Desde o momento em que o Brasil se classificou para as oitavas de final com o jogo nesta segunda-feira (2) já se sabia que o desfile cívico do Dois de Julho acabaria esvaziado. Para quem esperava um desfile típico de ano eleitoral, com os políticos cumprimentando até as bonecas das crianças ao longo do caminho, a data foi ligeiramente frustrante. A festa cívica e cultural continuou como manda a tradição. Já o lado político acabou em segundo plano, mas não apenas pelo embate entre Brasil e México. Os atores da cena baiana preferiram um cortejo mais “cordeirinho”, sem qualquer polêmica ou provocação aos adversários. O embate entre Rui Costa (PT) e José Ronaldo (DEM), por exemplo, sequer aconteceu. Os dois potenciais candidatos a polarização da disputa pelo governo da Bahia não se citaram e ficaram longe de alfinetadas. Ok, admitamos que a campanha não começou oficialmente. Porém sempre existe a expectativa de que o Dois de Julho seja um bom cenário para troca de farpas entre os candidatos, afinal o termômetro eleitoral é importante para testar a popularidade daqueles que postulam cargos nas urnas. O perfil de Rui e de José Ronaldo, todavia, é completamente distinto dessas provocações, o que resultou nesse marco político chocho na Bahia. ACM Neto, que em 2018 será apenas cabo eleitoral, também manteve uma postura discreta. Frente às horas a fio em que cortava o centro histórico no passado, completou o cortejo em pouco mais de 2h, algo inédito durante os seis anos em que está no Palácio Thomé de Souza. Mesmo entre os pré-candidatos ao Palácio do Planalto que por aqui passaram, não houve espaço destacado para as tradicionais declarações de efeito. Ciro Gomes (PDT) estava machucado e, apesar de confirmado na festa, dificilmente completaria o cortejo entre a Lapinha e o Terreiro de Jesus. Saiu ainda na Soledade. Já Guilherme Boulos (PSOL) até tentou vociferar contra Jair Bolsonaro (PSL), mas passou praticamente despercebido da população, chamando muito mais atenção da imprensa. Tudo dentro do previsto. A nova postura dos políticos baianos no Dois de Julho foi influenciada diretamente pela disputa do Brasil com o México. Com o esvaziamento político da festa, sobrou espaço para a celebração histórica e cultural. Talvez isso tenha tornado a data cívica de 2018 mais autêntica. Este texto integra o comentário desta terça-feira (3) para a RBN Digital, veiculado às 7h e às 12h30, e para as rádios Excelsior, Irecê Líder FM e Clube FM.

Fonte: Bahia Noticias
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