Um terço dos detentos na Bahia trabalham segundo informações da SEAP

Um decreto assinado esta semana pela presidente da República em exercício, Cármen Lúcia, determinou que empresas contratadas pelo governo federal para prestação de serviços ofereçam cotas para presidiários e ex-presidiários sempre que os contratos ultrapassarem R$ 330 mil. O objetivo da medida é estimular a ressocialização de apenados. Na Bahia, desde 2013 um decreto estadual vigora com o mesmo propósito, obrigando empresas privadas contratadas pelo governo do estado para execução de obras a utilizar 5% de mão de obra carcerária. De acordo com a Secretária de Administração Penitenciária da Bahia (Seap), dos 15 mil detentos que compõem a população carcerária no estado, mais de 5 mil estão trabalhando, o que representa cerca de 33% do total. 
“A Bahia é vanguardista nesse processo. Nossa luta é para tentar desvincular o preso do crime, que a gente sabe que é difícil dentro do presídio, e vinculá-lo à família, ao estudo e ao trabalho. É ocupar a cabeça dele para que volte a se reinserir na sociedade”, afirmou Nestor Duarte,  titular da Seap.
Presos que cumprem pena em regime semiaberto e aberto, por exemplo, estão trabalhando em órgãos públicos estaduais. Para se ter uma ideia, são 30 detentos empregados na Secretaria da Administração do Estado, três no Tribunal Regional Eleitoral, 18 no Tribunal de Justiça do Estado e 15 na Procuradoria Geral.
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