Vacina contra meningite está em falta em muitos postos de saúde no país

Vacina está no calendário de vacinação obrigatória; segundo Ministério da Saúde, empresa que produz as vacinas tem atrasado as entregas.


A vacina contra meningite, que faz parte do calendário de vacinação, está em falta nos postos de saúde de diversos estados.
Como todas as crianças, a Eduarda deveria tomar a primeira dose da vacina contra a meningite aos três meses de vida. O Evandro levou a filha em três postos de saúde em Gravataí, na região metropolitana de Porto Alegre. Mas a resposta foi sempre a mesma.
“Me falaram que não tinha e que teria o risco de faltar em todo território nacional. E no terceiro posto só falaram que não tinha e não tinha previsão de receber de novo”, relata Evandro Valim.
A Secretaria da Saúde do Rio Grande do Sul só recebeu vacinas para imunizar uma em cada três crianças que vierem aos postos durante o mês de julho. O Ministério da Saúde admite que o desabastecimento da meningocócica C atinge todo o país.
Em São Paulo, a capital recebeu 16% das doses solicitadas para o mês e pode faltar vacina. No Ceará, a entrega é menor que a meta de vacinação pelo menos desde maio. Pernambuco recebeu 36% da meta mensal. Minas Gerais e Paraná receberam menos, mas estão conseguindo trabalhar com o estoque reduzido.
Em nota, o Ministério da Saúde informou que o problema acontece porque a empresa que produz as vacinas, a Fundação Ezequiel Dias, tem atrasado as entregas. A previsão é que a situação seja normalizada em agosto.
O laboratório diz que o suprimento da vacina meningocócica C não atingiu os quantitativos programados para os três últimos meses devido a problemas atípicos na cadeia produtiva e logística, sem explicar os detalhes. E afirma que a situação está sendo regularizada.
Em Palmas, no Tocantins, nenhum posto de saúde tem a vacina. O governo do estado esperava 25 mil doses, mas recebeu menos de um quinto disso.
“Certamente nós já estamos com mais de 2 mil crianças que precisariam receber a dose e ainda não receberam”, afirma a enfermeira Juliana Araújo de Souza.
Heitor, de cinco meses, precisa tomar a segunda dose que, numa clínica particular, chega a custar R$ 450. “A gente fica apreensiva, né? Com medo”, diz a mãe do menino.
O médico infectologista da PUC/RS, Fabiano Ramos, orienta os pais a tomarem cuidados com os filhos que ainda não receberam a vacina: “Especialmente no inverno; obviamente é uma doença que se dissemina mais. Exatamente porque é transmitida por secreções respiratórias. Então dividir brinquedos, aquela coisa de colocar o brinquedo na boca de um e depois na de outro, é uma forma de transmissão”.
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