Em debate com gigantes da política baiana, Meirinha se saiu bem



“Minha mãe lavadeira, não teve como pagar minha estadia em Salvador, o que me levou a desistir do curso de Filosofia para o qual fui aprovada no vestibular, nesta Universidade Federal da Bahia. Por estas e outras razões, sou a favor da educação de qualidade e gratuita para todas as etapas do ensino, do infantil ao universitário, com cotas e residência universitária para os cotistas. Quem passa por dificuldades para chegar ao mundo acadêmico, quando chega, sabe a importância desta defesa”, disse a candidata a deputada federal, Meirinha (REDE), na noite desta terça-feira, 31, no auditório da Faculdade de Direito da Ufba, em Salvador.

Ela participou de um debate com pesos pesados da política baiana. Dentre os debatedores, a senadora Lídice da Mata (PSB), os deputados federais Jorge Pelegrinno (PT), Alice Portugal (PCdoB), João Gualberto (PSDB), Felix Jr (PDT) e os candidatos  Hamilton (PSOL) e Priscila (Novo).


Meirinha não se intimidou frente a um público desconhecido e deputados experientes na militância e em mandatos.

INOVAÇÃO NAS PRÁTICAS E MÉTODOS DE FAZER POLÍTICA - Com perguntas sorteadas de candidatos para candidatos, com direito a réplicas e tréplicas e ao final, perguntas do auditório, que estava lotado de acadêmicos e militantes dos debatedores, Meirinha se saiu muito bem sobre temas como educação, reforma política e a sua proposta de inovação nos métodos e práticas de se fazer política. Ela disse que não basta uma reforma na legislação, mas na forma de fazer a política e destacou o “Mandato Coletivo” que desenvolve como vereadora em Irecê. Ela não teve um bom desempenho sobre o Pré Sal, quado debateu com Alice Portugal.

Para Meirinha, não basta renovar os mandatos com novos nomes. “Os métodos e práticas de fazer política precisam de inovação. A democracia participativa não pode ser apenas um discurso. Através do mandato coletivo, vamos permitir que todas as bases sociais construtoras do mandato federal tenham representação no colegiado de decisões, de modo que as proposições e encaminhamentos do mandato sejam proposituras participativas, que vão, inclusive, definir o destino de investimento das emendas parlamentares que o regimento da câmara estabelece para todos os gabinetes”, disse Meirinha à reportagem.

Ela esclarece que, na prática, as representações das bases sociais reunirão-se mensalmente por videoconferência, para avaliação do mandato e encaminhamentos de propostas para a serem desenvolvidas pelo gabinete. “Isto é simples e prático, sendo um modo inovador de fazer, de fato, a democracia participativa”, salientou.

MEIRINHA APERTOU DEBATEDORES - Com Felix Jr, Meirinha debateu a reforma das diretrizes curriculares nacionais da educação básica, tendo obtido um excelente desempenho. O seu oponente recorreu à tréplica para justificar a frágil resposta dada.

A candidata do Novo, Priscila, questionou a Meirinha sobre a importância de reduzir o orçamento para o ensino superior, para que se tenha mais recursos para a educação básica. Meirinha foi contundente em dizer que o problema da educação é a falta de prioridade política, ampliação dos recursos orçamentários, maior valorização dos profissionais de ensino e a sua formação continuada.

“Precisamos e podemos ter ensino gratuito e de qualidade, da base à formação superior. Não devemos ter redução de orçamento para a formação universitária, isso seria promover a precarização do ensino no momento fundamental da formação. Podemos e devemos ampliar o orçamento para a educação básica, sem prejudicar a etapa seguinte”, sentenciou, citando números de escolas e dirigentes escolares em todo o Brasil, que anseiam por uma educação de fato inclusiva.

INCLUSÃO DOS SURDOS - Com Lídice da Mata, Meirinha debateu a reforma política. A senadora defendeu a ampliação das minorias nos espaços de decisão. Na réplica, Meirinha ressaltou a importância dos portadores de deficiência em ter participação efetiva, com definição de percentuais em todos os espaços políticos. “Só quem sabe do nosso sofrimento e que, portanto, sabem como construir as politicas, somos nós, os deficientes, que sofremos diversas barreias sociais”, ressaltou, lembrando dos surdos, que para ela é uma comunidade invisível. “Temos milhares de surdos, mas quase ninguém nota, a não ser familiares e amigos. Temos de ter politicas voltadas para estas pessoas”, disse Meirinha.

FICOU A DESEJAR - Com Alice Portugal, Meirinha debateu sobre o Pré Sal. A deputada questionou à vereadora, sobre as mudanças das regras da aplicação dos resultados econômicos do petróleo, salientando a perda dos recursos que seriam destinados à saúde e educação. Neste quesito, Meirinha não teve um bom desempenho, reconhecendo que terá de aprimorar sobre o tema, mas que conta com o coletivo do mandato para temas nos quais ela precisa de suporte para opinar e se posicionar.

MEIRINHA - Graduada em administração de empresas com especialização em no setor de empreendedorismo, Meirinha é vereadora pela Rede em Irecê, professora em rede de Educação Superior e é sócia fundadora da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais e da Abai – Associação de Asciãos de Irecê. No último sábado, 28, atendendo convite da presidenciável Marina Silva e com apoio de diversas comissões municipais do Partido, distribuídas em várias regiões da Bahia, ela aceitou o desafio de concorrer a uma vaga na Câmara Federal pela Bahia.
Ao final do debate, Meirinha tietou com Lídice da Mata e Pelegrino e posou para fotos com diversos participantes da plenária.

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