Facebook vai bloquear contas de crianças e pré-adolescentes que fingem serem maiores de idade

O Facebook e o Instagram vão começar a banir ativamente perfis de crianças que fingem ser maiores de idade para usar as redes sociais.
O protocolo anterior era banir esse tipo de perfil somente mediante denúncias de outros usuários, mas com a mudança, moderadores que trabalham nas plataformas poderão bloquear qualquer conta suspeita, confirmou um porta-voz da rede social.

Uma vez bloqueado, o dono da conta poderá recuperá-la se apresentar um documento de identidade com foto que prove que ele tem mais de 13 anos — é possível usar o celular para tirar a foto e encaminhar a imagem para a rede social.

A atualização vai ao encontro dos termos de uso de ambas as plataformas, os quais alertam que menores de 13 anos não podem se cadastrar nas redes sociais.

Rede social não é lugar para criança

Uma pesquisa mostra que mais de 60% das crianças brasileiras com 7 a 12 anos se expõem em serviços como Facebook e WhatsApp. Episódios como o ocorrido no programa "MasterChef", na Band, em 2014, mostram por que nenhuma delas poderia estar ali.
Na ocasião, participantes e jurados viraram celebridades instantâneas na rede, onde participação de crianças entre 9 e 13 anos se tornou um cenário de horror.

Amparados na falsa ideia de que a internet é uma terra sem lei, usuários poluíram o Twitter com mensagens de incentivo à agressão sexual e à homofobia. Garotos de 10 anos foram chamados de “bichas” e “viados”.

Os culpados nesse tipo de ataque, é óbvio, são os assediadores e agressores, e não as vítimas e suas famílias. O problema é que a maioria dos pais parece subestimar os riscos. Uma pesquisa obtida com exclusividade para a revista ÉPOCA mostra que ainda são poucos os pais e responsáveis por crianças no Brasil que impõem regras de uso na internet para seus filhos.
Frequentemente, os próprios responsáveis expõem demais os filhos nas redes sociais. Não veem problema em publicar imagens de crianças usando pijamas, tomando banho ou usando roupa de praia. “Os pais estão deslumbrados com a tecnologia, andam para lá e para cá com o pescoço abaixado, olhando o smartphone”, diz Naira Maneo, responsável pela pesquisa.

O estudo ouviu 1.000 crianças, entre 7 e 12 anos, que usam a internet, em diferentes capitais brasileiras, sempre acompanhadas de um maior de idade. Do total, 65% disseram não ter regras ou tempo determinado para acessar a internet.

Fontes: Veja, Época
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