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Eleição 2018: O histórico “não” de um povo – Parte II



Por: ERALDO MACIEL

Desde a sua fundação, em 1980, que o PT tinha um projeto de poder “eterno”. Seus idealizadores, em inúmeras manifestações, afirmavam abertamente que o partido tinha planos de governar por pelo menos três décadas consecutivas. Chegaram à metade disso.

Ao tornar-se presidente em 2002 o sindicalista Lula arregimentou em torno de si o maior número possível de bandeiras simpáticas ao povo: a indução do crescimento econômico com o incentivo à indústria interna da linha branca, a redução de juros em financiamentos diversos e distribuição de renda através de programas sociais como o intitulado Bolsa Família. Em 2003 foi criada a então temida Controladoria Geral da União (CGU) e nomeado o ex-governador baiano Waldir Pires para ser o ministro. Tido como austero, Pires provocou medo em prefeitos, governadores e gastadores do dinheiro público em geral, com ações cinematográficas de fiscais e policiais federais prendendo supostos desviadores de verbas oficiais. Há muito que já não se ouve falar da CGU.

Tudo somado (clima de crescimento econômico e suposta austeridade com o dinheiro público), Lula obteve popularidade estratosférica em solo pátrio e até internacionalmente. Seu governo tornou-se “exemplo” de combate à fome e distribuição de renda. Ganhou títulos honoríficos em diversos países; a propaganda oficial surtiu efeitos e resultados nunca antes vistos em terras brasileiras. Era, então, hora de consolidar outro passo do projeto de perpetuação no poder: saciar, com dinheiro público, a gana dos corruptos que jamais foram alijados das mordomias de que dispunham. E o Lula “do povo” tornou-se o grande parceiro dos velhos políticos. O escândalo do Mensalão mostrou que Lula era tão ou mais arguto que aqueles que ele jurou combater. Pressionado pela parte da mídia que havia sido ignorada por dois anos pelo seu governo, Lula quase vai às barras do “tribunal” do Congresso Nacional. Foi salvo pelos ‘cumpanhêros’ e neo-governistas.

Lula reelegeu-se em 2006. Com ações e discurso populistas, manteve bons números nas pesquisas de opinião pública (ah, as pesquisas...). Em 2010 elegeu presidente da República o “poste” Dilma Roussef. Plantou, depois, o filhotinho de poste Haddad, na prefeitura de São Paulo. Em 2014, já envolvido em um mar de denúncias de corrupção formado pela riqueza da Petrobrás, Lula ainda conseguiu um feito extraordinário: reeleger Dilma Roussef. Esta não sobreviveria às turbulências que já envolviam o PT e partidos aliados. Foi cassada pelo sacrossanto Congresso Nacional. Em São Paulo, pouco depois, Haddad não conseguiria reeleger-se prefeito. Teve míseros 16% dos votos. O Brasil já estava mergulhado na sua mais grave crise política, moral e econômica de toda a sua história.

No seu projeto de dominação da política, através da desagregação da sociedade, o PT deixou-se vestir por bandeiras que deveriam ser apadrinhadas, e não incorporadas. As chamadas minorias, com movimentos barulhentos como o LGBTS+ e o MST, foram, aos poucos, tornando-se a “cara” do PT. Lula chegou a ameaçar as instituições nacionais ao dizer que “se fosse necessário” para evitar a cassação de Dilma, pediria a João Pedro Stédille para convocar o seu “exército” e tomar as ruas. Petistas vociferavam que poderia haver derramamento de sangue. Feministas ficavam nuas e urinavam e defecavam em todos os cantos do país, dizendo que aquilo era “protesto”. Gays faziam sexo em praças públicas e enfiavam crucifixos (símbolo do Cristianismo) em seus orifícios bostéticos; imagens sacras foram vilipendiadas, “estupradas” e quebradas. 

Nas escolas e universidades públicas, ensandecidos, professores socialistas xingavam alunos que discordavam de suas teorias; os valores éticos, morais e familiares passaram a ser infames e o neologismo “ideologia de gênero”, esta sim infame, tornou-se obrigação obrigatória. Meninos e meninas não têm de ser obrigados por um sistema “opressor” a ser... nem meninos nem meninas.  Nas ruas, em manifestações pelo país inteiro, mulheres brandiam seios à mostra, bundas e xerecas reluzentes, incentivando meninas de 12 anos a exibirem em seus corpos seminus inscrições como “O corpo é meu e dou a quem quiser”, ou ainda “Sou vadia!”.

Na tentativa de desagregar a sociedade brasileira, a fim de finalmente implantar uma república socialista, o PT esbarrou na Família dita tradicional. Esse foi o seu maior erro. O povo brasileiro até já se acostumara aos absurdos de deputados e outros políticos de partidos como PSOL, PC do B, PSTU e outros, verdadeiros ‘puxadinhos’ do Partido dos Trabalhadores, responsáveis pelo serviço “sujo” de provocar a baderna geral. Foi daí que nasceu a empatia da maioria dos brasileiros com o discurso de um político de direita, Jair Bolsonaro. Com palavras duras, espontâneas e aparentemente sinceras, o deputado tornou-se o ponto fora da curva na política nacional.

As urnas do dia 7 de outubro de 2018 deram o mais duro recado às velhas raposas da política nacional: #elesnão!, para usar a hastag que não vingou contra Bolsonaro. Centenas de corruptos não reconquistaram suas confortáveis cadeiras e ricos gabinetes. Foram expulsos da vida pública. Muitos deles, agora com suas cuecas borradas, já imaginam como será o encontro com o juiz Sérgio Moro daqui a pouco. Imaginam como será fazer companhia a Lula, preso desde abril deste ano por corrupção, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. 

Ciro Gomes, magoado com Lula, que da cadeia o preteriu como seu candidato a presidente, pôs seu irmão Cid Gomes para dar o troco em evento no Ceará. Uma pá de cal no sonho petista de retorno ao Palácio do Planalto. Desesperados, foram bater às portas do PSDB, cabendo ao antigo “demônio” FHC o papel de anfitrião. Assim como a ida a uma Igreja Católica para uma missa, provavelmente será outro tiro no pé. Dos dois partidos. Partidos que nunca, jamais, foram verdadeiramente inimigos.

Foi isso o que deu errado: o PT e seus comparsas não imaginaram que os brasileiros, mesmo que inconscientemente, não aceitam o socialismo na sua mais pura forma. A “maioria” assustou-se com a inércia do governo frente aos ataques das “minorias”. A reação a todos os absurdos será escrita a ferro e fogo nas urnas do dia 28 de outubro de 2018.

Eraldo Maciel é jornalista e radialista

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