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ERALDO MACIEL: Há muito a fazer. Temos um país para reconstruir




O resultado da Eleição de ontem nos joga nos braços uma imensa responsabilidade: a reconstrução do nosso Brasil. Não é tarefa para poucos e precisamos ajudar o presidente Jair Bolsonaro desde agora. Temos uma Nação dividida, vítima de um projeto político que, felizmente, começa a chegar ao fim. Sim, começa: os 47 milhões de votos dados ao candidato Haddad, do PT, mostram que o petismo ainda tem muita força, especialmente no nosso sofrido Nordeste.

São palavras do petista: "Olhando nas ruas desse país em todas as regiões, eu senti uma angústia e um medo na expressão de muitas pessoas que às vezes chegavam a soluçar de tanto chorar”.
Além de expressar uma falsa ideia, a de que Bolsonaro é um risco às liberdades democráticas, esse não é o discurso de conciliação e de aceitação democrática do resultado expresso nas urnas. É a fala que prega a divisão e o confronto. Para Haddad e o PT a eleição não acabou ontem: apenas mudou de estágio. Em vez da conquista do poder, o confronto com o poder.

É absolutamente necessário, porém, que o próximo governo entenda as razões dos eleitores de Haddad. E que, de certa forma, dê prioridade a essa imensa parcela da população. É urgente reconhecer que essas pessoas são carentes em praticamente todos os sentidos, mas há uma carência que desponta das demais: elas são presas do populismo. São vítimas e não adversárias. Tornaram-se fiéis a líderes que prometem vida fácil, que lhes deram míseros reais a cada mês em troca de votos a cada eleição. Enquanto isso, a Nação era roubada e vilipendiada vergonhosamente.

Bolsonaro precisará de muita cautela para desmistificar esse sentimento. A gigantesca maioria dos que votaram nele está consciente dessa doença que se enraizou no país; saberá entender que os que não votaram no capitão é que são prioridade.

A eleição, ainda que apertada ao se olhar somente para os números, é a mais histórica da vida do Brasil. Bolsonaro se elegeu sem o apoio dos grandes partidos, sem recursos financeiros, com praticamente toda a mídia contra si. Os grandes partidos, por sinal, prestaram um serviço à Nação: juntaram-se todos ao PT. Mostraram que, na verdade, nunca estiveram em lados opostos; a única divisão entre eles era o bolo do poder. Portanto, Bolsonaro está livre para montar o seu governo e, desta vez, usar os mais de 57 milhões de votos que obteve como ferramenta para aprovar no Congresso Nacional medidas absolutamente necessárias, ainda que impopulares.
Está nascendo um Novo Brasil. Depende de nós fortalecê-lo.

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