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Greve: atitudes e consequências no município de Central


A greve dos servidores municipais de Central, na região de Irecê, já dura 57 dias, conforme o sindicato. Mas para o prefeito são apenas 17 dias de paralisação. O fim desse impasse depende da boa vontade, da abertura ao diálogo e da humildade de apenas uma pessoa - o gestor do município.
A atitude do prefeito Uilson Monteiro em não reconhecer o sindicato como representante legal dos funcionários tem sido, entre outros, fator relevante para a continuidade do impasse que vem prejudicando toda população, e em especial, alunos.
Em reunião realizada na ultima sexta-feira (26), o gestor não apresentou uma proposta firme aos grevistas. Desabafo, acusações, ofensas, ódio, ameaças, chantagem emocional e pressão psicológica não vão resolver o problema. Aliás, agindo assim, só aumentará a indignação dos servidores. Na sua fala, apelou para que os profissionais voltassem aos seus postos de trabalho na próxima segunda-feira (29), onde até apresentou uma decisão da Justiça definindo o movimento grevista como ilegal. Por outro lado, o sindicato disse que a sentença em nada altera o movimento de greve.
Até o momento, não vi nenhum vereador atuando de forma consistente na busca de um canal efetivo de negociações e conversas que levem ao fim da greve ou paralisação. Qual a finalidade, então, de participarem de reuniões, sendo que nenhum tem opinião, apenas ouve, cala e consente. Cadê o diálogo e participação?
O gestor continua a ‘bater na mesma tecla’, insiste em dizer que pegou um município com déficit, inclusive com servidores, onde pagou cinco meses de salários atrasados do ano de 2012, assim que iniciou sua gestão em 2013, sendo de fato, prefeito. Mas a população centralense sabe que de 2010 a 2012, Monteiro estava implicitamente ‘nomeado’ prefeito do município, então, nesse caso, não pode reclamar de nada. Há quase duas décadas ou precisamente, 17 anos, ele [Monteiro] participou de forma efetiva de todas as gestões municipais (Osmar Torres, Genario Almeida e Leonandes Santana). Portanto, não pode queixar-se desses governos, pois sua atuação foi ativa, sendo secretário, comandando os setores de finanças ou administrativo.
Porém, voltando à atualidade e as discussões em debate, a gestão fala da queda de receita e dívidas com precatórios, sendo a razão principal para o atraso de salários. O sindicato alega má gestão, sendo que o município não deixou de arrecadar nesse período de greve.
Vejo uma situação difícil de ser solucionada, a não ser que pague o que é de direito (salário atrasado),  pois pelo ‘andar da carruagem’ não haverá diálogo entre gestão e sindicato. Enquanto isso, as consequências seguem desastrosas para a população e, sobretudo para o segmento comercial, pois faltam pessoas para comprar ou pagar (não basta a seca que aflige a região) e  a mais prejudicada no meio desse imbróglio todo: a classe discente que já está com o ano letivo comprometido. O sindicato está com a razão em defender a categoria e a população vê isso, prefeito; a sua imagem é que está sendo afetada cada vez mais pela falta de comunicação que persiste em ter.

Fonte: CN
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