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Futuro ministro de Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes pretende levar pessoas ao espaço em 2020

Você já sabe onde vai passar as férias de 2020? Se ainda não definiu seu roteiro de viagem, o astronauta Marcos Pontes, o primeiro brasileiro a participar de uma missão espacial, tem uma sugestão: que tal fazer um voo suborbital?
Agência de turismo espacial fundada por Pontes já tem vários clientes que pagaram US$ 250 mil para dar um voo suborbital.
Pela módica quantia de US$ 250 mil (o equivalente a R$ 827 mil), você vai curtir 10 minutos no espaço, com gravidade zero, a 100 quilômetros de altitude, na área conhecida como “borda do espaço” – a título de comparação, um avião de passageiros voa a 10 quilômetros de altitude.

“A médio e longo prazo, voos suborbitais serão tão rotineiros quanto uma ponte-aérea. No futuro, qualquer pessoa vai poder embarcar em São Paulo e desembarcar em Tóquio, em menos de 40 minutos. Mas, por enquanto, as passagens são caras porque a quantidade de combustível necessária para a propulsão é colossal!”, explica Marcos Palhares, o diretor comercial da agência de turismo que leva o nome do astronauta.
Foto: Divulgação/Mark Greenberg/Virgin Galactic / REUTERS
Até o momento, mais de 700 pessoas pelo mundo, dos 14 aos 75 anos, já garantiram seu lugar na fila. (A agência de Pontes não revela o número de brasileiros.) Mas, para se tornar um turista espacial, não basta desembolsar a pequena fortuna de US$ 250 mil à vista. É preciso passar por uma batelada de exames.

“Não precisa ser atleta, mas tem que estar com a saúde em dia. Não queremos que ninguém passe mal lá em cima”, avisa Marcos Pontes, o diretor da agência.

Assim que tudo estiver pronto, os candidatos terão duas semanas de treinamento para aprender, entre outras lições, como respirar corretamente, evitar movimentos bruscos e, o mais importante, não se esquecer de afivelar o cinto de segurança.

“Quando você embarca em um voo comercial, não recebe instruções das comissárias de bordo antes da decolagem? Então, são instruções simples, mas essenciais de como agir numa situação de emergência”, compara Pontes.
Foto: Jhonatan Soares
Fundada em 2011, a agência de turismo espacial Marcos Pontes, a única no Brasil autorizada pela Virgin Galactic, do empresário britânico Richard Branson, a vender voos suborbitais, tem outros pacotes, menos astronômicos, para quem sonha ser astronauta por um dia: conhecer o Cabo Canaveral, na Flórida, nos EUA, visitar a base espacial de Baikonur, no Cazaquistão – de onde decolou a nave russa Soyuz TMA-8 levando Pontes, em 2006 – ou, ainda, fazer uma simulação de gravidade zero a bordo de um Boeing 727-200, o G-Force One, na Califórnia. Na visita a Cabo Canaveral, o turista terá como guia o próprio Marcos Pontes. Pelo menos duas vezes por ano, ele recebe visitantes no Kennedy Space Center (KSC), na Flórida, o complexo turístico da NASA, a agência espacial norte-americana.

Próxima parada: Marte.

Desde 2016, Marcos Pontes não faz mais parte do Programa Espacial Brasileiro. Por essa razão, está liberado para voar por outros países. Convites, garante, não faltam. Já foi sondado pela SpaceX, companhia aeroespacial do bilionário sul-africano Elon Musk, e pela Bigelow, do empresário americano Robert Bigelow, para regressar ao espaço. Participar da colonização de Marte é algo que ele não descarta. “Já conversei com minha família e tomei minha decisão. Se me chamarem, a resposta é ‘sim’”, garante.

Embora seja o único planeta do nosso Sistema Solar em condições minimamente habitáveis, tem lá seus desafios. O maior deles? Os altos níveis de radiação. Pontes aponta outros: a perda de densidade óssea, a escassez de água e comida, e o pouso na superfície de Marte. “As chances de as primeiras equipes regressarem à Terra são baixíssimas”, confessa.

Fonte: Vice
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