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Telegramas do Itamaraty indicam que governo Dilma omitiu negociação com Cuba para o Mais Médicos

23/11/2018

A revelação do conteúdo de telegramas produzidos por diplomatas brasileiros indica que o governo Dilma Rousseffomitiu deliberadamente a negociação feita com autoridades cubanas para trazer médicos ao Brasil em 2013.
 

Enquanto publicamente dizia que o programa Mais Médicos , lançado naquele ano, seria aberto aos brasileiros e a qualquer estrangeiro, a gestão de Dilma já tinha acertado valores e número de profissionais com Cuba. Remetidas pela embaixada brasileira em Havana e liberadas a partir de pedido feito via Lei de Acesso à Informação, as mensagens foram divulgadas ontem pelo jornal "Folha de S.Paulo". Diplomatas brasileiros relataram ao Itamaraty que as tratativas com os cubanos começaram em abril de 2012. Várias autoridades do governo brasileiro, incluindo o então ministro da Saúde, Alexandre Padilha, foram a Cuba para negociar o acordo naquele ano. Nas conversas falaram de valor do salário dos médicos, números de profissionais que poderiam vir ao Brasil e até detalhes de como seria feito o pagamento. 

No início de 2013, quando o então chanceler brasileiro Antonio Patriota comentou publicamente que estava em curso uma negociação com Cuba para vinda de médicos, o Ministério da Saúde apressou-se em dizer que o governo estudava abrir oportunidades para profissionais brasileiros e estrangeiros, de qualquer país, que quisessem ampliar a rede de atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS). O governo Dilma omitiu que já tinha negociado com os cubanos. A negociação prévia também não consta do processo que está arquivado no Ministério da Saúde, ao qual O GLOBO teve acesso, também pela lei de acesso. - Não existe da parte do Ministério da Saúde nenhuma preferência, mas nenhuma restrição ou preconceito em relação a qualquer país. Médico formado em qualquer país, com qualidade, reconhecido no seu país, interessa ao Ministério da Saúde. Desde que seja um médico formado com qualidade. 

Vamos desenhar ainda critérios para a avaliação dessa qualidade, mas interessa ao Ministério da Saúde atrair - afirmou Padilha, em maio de 2013.

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