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Sem o tradicional réveillon da cidade, ireceenses buscam outras opções

31/12/2018



Por: Eraldo Maciel

Depois de muitos anos, a tradicional festa de virada de ano foi cancelada pela prefeitura de Irecê. Promovida com o objetivo de ofertar lazer para os locais e também a população regional, o evento aquecia o Comércio e Serviços, como bares, restaurantes e hotéis. Neste ano, porém, o povo ficou a ver navios.

O prefeito Elmo Vaz já vinha dando sinais de que sua gestão não daria muita importância aos eventos tradicionais de Irecê. Exemplo disso foi o São João 2018, considerado um dos mais inexpressivos dos últimos anos. Depois, entre outros eventos de menor porte, ele cancelou o 7 de Setembro, uma tradição de toda a história ireceense, e que custaria algo em torno de apenas R$ 50 mil. Agora, já se fala que o São João 2019 poderá nem acontecer – a “promessa” é que, se ocorrer, será apenas no popular Mercadão.

Em todas as ocasiões, a justificativa do prefeito é a dificuldade econômica da prefeitura. Segundo tem dito, os cofres municipais não suportariam despesas “supérfluas” como festas populares, mesmo que cívicas. Mesmas razões ele apontou para cortar parte do reajuste dos salários dos professores da rede municipal. Aparentemente, porém, a dificuldade financeira só não existe na hora de contratar “assessores da PMI” e escritórios de assessoria jurídica: em novembro, em uma só semana, o prefeito Elmo Vaz contratou 30 assessores para diversos gabinetes da prefeitura; mais recentemente contratou por mais de R$ 8 milhões um escritório de advocacia de Brasília, para representar o município na tentativa de resgate de verbas da Educação.

SEM OPÇÕES
É grande a quantidade e ireceenses que deixou ou está deixando a cidade neste final de ano. Os que podem, foram para o litoral baiano e até outros destinos. Os que não têm recursos para viajar, entretanto, foram obrigados a “inventar” opções e incentivar encontros familiares. É grande a indignação entre a população, que vê nas atitudes de Elmo Vaz uma espécie de “perseguição” às tradições implantadas nas gestões anteriores. Durante a gestão de Luizinho Sobral a virada de ano se tornou parte do calendário de turistas, com a contratação de artistas de renome nacional e que traziam multidões à cidade (veja foto).

“A impressão que temos é que a prefeitura está falida... Só anuncia e ‘inaugura’ obras do governo do Estado ou com dinheiro de emendas; faz leilão de nosso patrimônio e os asfaltos que constrói não aguentam a primeira chuva”, desabafa um comerciante do ramo de confecções, que disse ter investido bastante na compra de estoque de roupas que são mais usadas nesta época do ano. “As encomendas são feitas com até três meses de antecedência. A gente não sabia que não teríamos réveillon na cidade”, lamentou o comerciante.

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