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Palocci diz que propina de Belo Monte abasteceu campanha de Haddad de 2012

20/01/2019

O ex-ministro Antonio Palocci afirma no Termo 05 de sua delação premiada que propinas do contrato da Usina Hidrelétrica de Belo Monte abasteceram a campanha de prefeito de Fernando Haddad (PT), em 2012. O pedido feito pelo ex-tesoureiro petista João Vaccari Neto teve aval do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo revela.
Os valores foram pagos pela Andrade Gutierrez, que encabeçou o consórcio construtor da usina e havia confesso em 2016 os pagamentos como colaboradora da Operação Lava Jato. “(Em 2012) recebeu visita de João Vaccari Neto no período de eleições municipais, uma vez que ele desejava saber se havia autorização para se cobrar das empresas do consórcio construtor da Usina de Belo Monte valores a serem empregados na campanha de Fernando Haddad”, registra Palocci na delação anexada na quinta-feira, 17, ao inquérito sobre corrupção em Belo Monte, da Lava Jato em Curitiba. Segundo o delator, a campanha de Haddad era o “principal projeto municipal do PT” e o “pedido de apoio que originava do próprio Lula”. Palocci fechou acordo com a Polícia Federal em março de 2018.
A delação foi homologada pelo Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4) em junho. O delator destaca não saber “dizer se Fernando Haddad teve conhecimento do emprego de propinas da Usina Hidrelétrica de Belo Monte em sua campanha eleitoral municipal de 2012”. Haddad foi eleito prefeito da capital paulista em 2012 com 3,3 milhões de votos (55% do total) no segundo turno – derrotou José Serra (PSDB).
Governou São Paulo até 2016, quando perdeu a disputa de reeleição para João Dória (PSDB), atual governador do Estado. No ano passado, o ex-prefeito petista foi escolhido por Lula para ser seu substituto na disputa presidencial, após ser impedido de concorrer a um terceiro mandato, devido à sua prisão e condenação na Lava Jato. Foi derrotado no segundo turno por Jair Bolsonaro (PSL). O ex-presidente está detido em Curitiba desde 7 de abril de 2018.
Em novembro do ano passado, Haddad virou réu em ação penal por corrupção passiva e lavagem de dinheiro aberta pelo juiz Leonardo Valente Barreiros, da 5.ª Vara Criminal da Capital. Segundo o Ministério Público Estadual, o petista teria solicitado, entre abril e maio de 2013, por meio de João Vaccari, R$ 3 milhões da empreiteira UTC Engenharia – outra empresa do cartel que atuava na Petrobrás – para supostamente quitar dívidas de campanha com a gráfica de Francisco Carlos de Souza, o ‘Chicão Gordo’, ex-deputado estadual do PT. A Promotoria sustenta que, entre maio e junho daquele ano, a empreiteira efetivamente repassou a soma de R$ 2,6 milhões a Haddad.
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