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Entenda por que o preço do feijão disparou no mercado e o que fazer

28/02/2019

Consumidores do feijão carioca, o grão mais presente no prato dos brasileiros, especialmente nas regiões Sul e Sudeste, estão assustados com a disparada dos preços do produto. Qual o melhor substituto para o feijão nestes tempos de preços nas alturas? O presidente do Instituto Brasileiro do Feijão e Pulses (Ibrafe), Marcelo Lüders, um especialista no mercado da leguminosa, não tem dúvidas: o brasileiro deve consumir outros feijões e não se limitar ao carioca, que responde por 60% da produção nacional.
Marcelo Lüders explica que a atual alta de preços do feijão se deve ao fato de os produtores de feijão carioca terem reduzido a área plantada após dois anos seguidos de prejuízos por causa do excesso de oferta. Segundo ele, no começo deste mês o preço do carioca atingiu R$ 400 a saca de 60 kg, para retirar na roça, e nesta semana recuou para R$ 360, ainda assim continua o triplo dos R$ 120 registrados em fevereiro do ano passado.
Além da redução de área, outro fator que contribuiu para impulsionar o preço do feijão carioca foi a estiagem que entre novembro e janeiro atingiu as lavouras nas regiões produtoras do Sul e do Sudeste, provocando queda da produtividade. O feijão que está chegando no mercado agora é o mais tardio, que foi menos castigado pela falta de chuvas.
Por ser o mais consumido, o feijão carioca baliza o preço dos demais feijões, como o preto, que está cotado na faixa de R$ 240/saca, acima dos R$ 250 de fevereiro do ano passado. A produção de feijão preto responde por 15% do total da safra nacional e o consumo é maior no Rio de Janeiro, Espírito Santo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Um fator limitante da alta de preços do feijão preto no mercado nacional é a importação cereal argentino, que oscila entra 70 mil a 90 mil toneladas por ano. A Argentina também exporta para o Brasil o feijão branco, cotado a R$ 300/saca.

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