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Pescados da Bahia absorveram óleo das praias, mas estão livres de contaminação

22/11/2019

Ostras, caranguejos, siris e peixes da Bahia absorveram frações tóxicas das manchas de óleo que atingiram a costa baiana neste ano. O nível da contaminação, no entanto, está abaixo do nível de referência de risco estabelecido pela Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos (Usepa), considerado internacionalmente como um limite aceitável para a presença das substâncias no corpo dos pescados.

O estudo foi realizado pelo Laboratório de Estudos do Petróleo (Lepetro) da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e analisado por técnicos da Bahia Pesca. Foram 23 amostras de pescados coletados em 4 pontos de amostragem do Litoral Norte e 3 pontos de amostragens em Salvador e Região Metropolitana (RMS) para testar a qualidade e o nível de absorção do óleo. 



O resultado apontou a existência de pelo menos 1 dos 16 Hidrocarbonetos Policíclicos Aromáticos (HPAs), fração tóxica do petróleo, em 100% das amostras. No entanto, todos os compostos se encontram abaixo dos níveis de referência estabelecidos pela Usepa.

O óleo encontrado nas praias é lipofílico, por essa razão é que se dissolve em gorduras, óleos vegetais e lipídios em geral, sendo absorvido por meio dos tecidos biológicos dos organismos marinhos. De acordo com a Usepa, os 16 compostos de HPAs são tóxicos, poluentes e possuem características cancerígenas. 

HPAs de 2 e 3 anéis, considerados “leves”, foram encontrados em algumas amostras. Os compostos de 4 e 6 anéis considerados “pesados”  foram detectados entre 60% e 65% das amostras. Todos os compostos referidos se encontram abaixo dos níveis de referência estabelecidos pela Usepa. O índice é reconhecido internacionalmente e representa que não há risco de contaminação dos animais. 

Secretário da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri), Lucas Costa, comentou os resultados. "O que podemos falar é que estamos abaixo dos níveis de referência de contaminação. Não existe a contaminação do nosso pescado", falou. 

A secretaria agora vai encaminhar o resultado do estudo para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que emitirá parecer sobre o consumo dos pescados baianos. 

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