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Eleições 2020: Em Salvador, Rui Costa minimiza críticas de Coronel à pré-candidatura de Denice Santiago

03/02/2020

Principal fiador da pré-candidatura de Denice Santiago à prefeitura de Salvador, o governador Rui Costa (PT) minimizou, nesta segunda-feira (3), as críticas feitas pelo senador Angelo Coronel (PSD) a comandante da Ronda Maria da Penha.


Para Rui Costa, o ataque é "natural" em "ambiente democrático". "Assim como ele foi candidato e muita gente também teceu críticas. E graças a Deus nós superamos a crítica e fizemos os dois senadores da Bahia. Eu que sou por convicção um democrata, não fico preocupado com eventuais críticas. Críticas de hoje podem se tornar elogios amanhã. As pessoas têm o direito de serem convencidas", declarou Rui Costa, durante a posse do desembargador Lourival Trindade como presidente do Tribunal Justiça da Bahia (TJ-BA).

Em entrevista à imprensa, Coronel disse que não via "necessidade de trazer ninguém de fora" para ser candidato a prefeito, ao se referir a Denice Santiago. Rui voltou a se esquivar sobre o lançamento da pré-candidatura do PT. "Eu já disse isso algumas vezes. Quem fala em nome do partido é a direção partidária. Eu não usurparei as funções de direção partidária. Não é minha atribuição. Essa pergunta tem que ser dirigida aos presidentes estadual e municipal do Partido dos Trabalhadores", pontuou.


PREVIDÊNCIA
O governador voltou a defender a reforma da Previdência, que foi aprovada pela Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA). "Numa sociedade plural, as pessoas tendem a defender o que elas acham ser seus benefícios. Na função de governador, eu fui eleito para cuidar de 15 milhões de baianos. 92% da população vive com dois salários. Não acho justo sacrificar ainda mais esse povo de baixa renda transferindo mais ônus para eles do que nós já transferimos. Nos últimos anos, retiramos R$ 17 bilhões, nos últimos cinco anos, [para pagar a Previdência] que poderiam ser investidos em água, botar rede de esgoto, construção e reforma de escolas, de construção de unidade de saúde... Só para completar a aposentadoria de 100 mil pessoas. Não é justo", pontuou.



Rui defendeu que todos os poderes adotem ajuste fiscal. "Os atuais presidentes [ do tribunal], os recentes presidentes, ou procuradores-gerais ou chefes de Poder necessariamente não têm responsabilidade sobre a situação atual. São heranças que vão se sucedendo de estruturas que foram ao longo de anos montadas para ter esse desequilíbrio entre receita e despesa. É dolorido você fazer o ajuste. Tomar medidas duras é preciso coragem. Mas não é possível seguir sem tomar essas medidas. O povo precisa de nomeação de novos juízes em primeira instância, mas como fazer isso se o Judiciário já está no teto do limite de gastos de pessoal? Ou a gente consegue fazer o Brasil crescer, a arrecadação da Bahia crescer para distribuir mais recursos para todos os poderes, ou nós temos que reestruturar as coisas internamente. É assim que funciona", pontuou.

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