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Rui justifica reforma da Previdência no estado: “Fui eleito para cuidar de 15 milhões de baianos”

03/02/2020

O governador Rui Costa minimizou as reivindicações e protestos de servidores públicos do estado, contra a reforma da Previdência na Bahia. Apesar do andamento conturbado do projeto, com direito à invasão de policiais civis à Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), o petista ressaltou que não poderia sacrificar “15 milhões de baianos” para manter os moldes da aposentadoria da classe.


“Vejo com naturalidade, em uma sociedade plural, elas tendem a defender aquilo que são do seu benefício. Mas, como governador, fui eleito para cuidar de 15 milhões de pessoas, 92% do povo da Bahia ganha até dois salários mínimos [...] Não é justo sacrificar ainda mais esse povo de baixa renda”, argumentou Rui.
Para acrescentar à sua justificativa, o petista explicou que nos últimos anos foram gastos R$ 17 bilhões que poderiam ser revertidos em benefícios à sociedade. Segundo o governador, é um valor que seria importante para levar “água para quem vive no semiárido” e em obras de saneamento básico, saúde, educação e moradia. Tudo isto, para arcar com a Previdência de “só” 100 mil pessoas.

“Nós retiramos a possibilidade de fazer isso tudo, com 17 bilhões somente nos últimos cinco anos.  Se somar de 2007 para cá, são R$ 26 bilhões, que podiam ser transformados em todos esses benefícios. Para quê? Só pra completar a aposentadoria de 100 mil pessoas. Então nós abandonamos 14,9 milhões pessoas para destinar isso a 100 mil”, analisou.

Presente na cerimônia de posse da Mesa Diretora do Tribunal de Justiça da Bahia, nesta segunda-feira (3), Rui prometeu ainda conversar com o Judiciário. Ele reiterou que vai aguardar os novos nomes no Tribunal de Justiça (TJ-BA) e de procurador-geral no Ministério Público, para voltar a se reunir e traçar novas metas para contenção de gastos.

Ainda que qualquer corte seja “dolorido”, Rui declara que será preciso fazer algum tipo de ajuste para regular as contas não só do Judiciário, mas de todos os poderes, em uma política de “Estado, não de governo”.

“É dolorido fazer ajuste, tomar medidas duras é preciso coragem [...], o povo precisa, e precisa mesmo, é de nomeação de novos juízes em 1 instância. Mas como fazer isso se o judiciário está no limite de teto de gasto pessoal? É preciso sim, ou a gente consegue fazer brasil crescer, a arrecadação da Bahia crescer, ou nós temos que reestrutura as coisas internamente”, pondera.

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