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Em carta ao governador e aos prefeitos da Bahia, os Sindicatos do Território Irecê manifestam preocupação com a possível antecipação da reabertura do comércio

26/03/2020


CARTA ABERTA AO GOVERNADOR DO ESTADO DA BAHIA, AOS PREFEITOS E PREFEITAS DOS MUNICÍPIOS BAIANOS.
Considerando o aumento significativo do número de pessoas contaminadas com o COVID-19 no estado da Bahia; considerando o alto índice de pessoas advindas de localidades com alto índice de contaminação pela referida doença para o território de Irecê; considerando as orientações da OMS – Organização Mundial de Saúde, que aponta o isolamento social como principal medida de prevenção, nós, militantes da Sociedade Civil Organizada do Território de Irecê, estamos demasiadamente preocupados com os rumos que podem ser tomados no nosso Estado e nos nossos municípios com a reabertura do Comércio.
Entendemos o quanto está sendo difícil para Governadores e Prefeitos arcarem sozinhos com o enfrentamento e combate ao COVID-19, ante a inércia do Governo Federal. Entendemos que é extremamente arriscado que Governadores e Prefeitos assumam sozinhos o risco do colapso econômico que muito provavelmente assolará o país, em meio ao fechamento dos comércios.
Entretanto, é salutar entender que neste momento é dever do Estado garantir que o bem maior seja preservado: A VIDA. Conforme vem sendo divulgado por diversos pesquisadores, a última semana de março e primeira semana de abril é o período em que teremos o pico de casos de contaminação, tendo em vista que neste período está findando o prazo de encubação do vírus, que é de 14 dias. Deste modo, partindo do pressuposto que estamos com reduzido número de testes, não restam dúvidas que o isolamento social é a única medida possível para que se evite o mal maior. Reabrir o comércio significa abrir as portas para o vírus, resultando necessariamente na super lotação de um sistema de saúde já superlotado em épocas de normalidade.
[...]
A economia se recupera, mas vidas perdidas não voltarão jamais. Qual o valor de uma vida? Quantas vidas teremos que perder para salvar a economia? Sejamos humanos, senhores gestores. Façamos valer os vossos discursos iniciais na defesa intransigente da vida. Sejamos capazes de manter as palavras dadas, honrando decretos publicados e mantendo comércios fechados.

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