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Mulher que criou fake news sobre caixões vazios pode pegar até nove anos de prisão

06/05/2020

Segundo a Polícia Civil, quem tiver informações sobre o paradeiro da mulher que aparece nas imagens pode denunciar, anonimamente, pelo telefone 181. 

 
A criadora da fake news dos caixões vazios pode pegar uma pena de até nove anos de prisão. É o que informa a Polícia Civil de Minas Gerais, nesta terça-feira (5). No vídeo, a mulher afirma que em Belo Horizonte, estão enterrando caixões com pedras e madeira dentro como se fossem pessoas vítimas do coronavírus. Peritos trabalham na busca da responsável pela gravação que viralizou nas redes sociais na última semana. Segundo o delegado Wagner Sales, a autora do vídeo pode responder pelos crimes de denunciação caluniosa, difamação contra o prefeito de Belo Horizonte, que é citado na filmagem, e pela contravenção penal de propagação de pânico. Além de prisão, a Justiça pode determinar o pagamento de multa, com valor a ser analisado pelo juiz. Durante coletiva para detalhar o processo de investigação, os delegados Wagner Sales e Rodrigo Damiano, do Primeiro Departamento de Polícia Civil da capital mineira, explicaram que o serviço de inteligência vai comparar sotaques de regiões do interior de Minas e monitorar dados de redes sociais para conseguir chegar até a suspeita. Sales, coordenador do inquérito, explica que, embora a gravação possa ter sido feita em outro Estado, os policiais precisam seguir os sinais já detectados. Na filmagem, a mulher deixa a entender que fala de Minas Gerais. “A investigação sempre parte do princípio do mais fácil para o mais complexo. Nós vamos considerar que este sotaque seja verdadeiro e, em um segundo momento, caso não seja evidenciado, a gente passa para a possibilidade dele ter sido forjado”. O responsável pelas investigações aponta que as pessoas que compartilharam a gravação também podem receber as mesmas penas, já que se trata de um crime contra a honra.




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