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Rui diz que decisão de não aceitar médicos do exterior é 'ideológica'; Cremeb rebate

06/05/2020

O governador Rui Costa (PT) voltou a defender a admissão de médicos formados no exterior e que estão morando no Brasil para atendimento durante a pandemia do coronavírus. O Conselho Federal de Medicina e o Governo Federal são contra a medida.

De acordo com o governador, “cerca de 5 mil médicos formados morando no Brasil sem poder exercer a profissão”. Ele citou, em entrevista à Carta Capital nesta terça, outros países no mundo que convocaram médicos do exterior, como Itália e Estados Unidos.

“Os Estados Unidos ofereceram até, além de um salário alto, sete anos de visto para morar lá. Se os Estados Unidos aceitam, a Espanha aceita, a Itália aceita, por que o Brasil não pode autorizar médicos que estão morando aqui a atuar na pandemia?”, questionou Rui.



“É muito posicionamento ideológico ou corporativista para aceitar isso”, completou o governador, que deve publicar um decreto autorizando as universidades a fazer o Revalida (leia aqui).

Ao Bahia Notícias, o vice-presidente do Cremeb (Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia) e conselheiro federal Julio Braga rebateu Rui Costa e falou que “se existe posicionamento ideológico, é por parte do governador”.

“Na Bahia até semana passada existiam 300 médicos à disposição de trabalhar no enfrentamento à Covid-19 e o governo do estado até onde eu sei não pediu essa lista de médicos ao Ministério da Saúde. É uma má vontade do governador que quer agradar uma pequena quantidade de médicos que se formaram no Paraguai e outros países, mas a gente não sabe qual é a qualidade desses médicos que se formaram em lugares muito ruins”, disse.

“Nesse momento a necessidade é de profissionais capacitados e treinados. Não adianta pegar um recém-formado ou mal formado e colocar pra atender a população, porque não é isso que a população baiana merece e precisa. O governador fala de posicionamento ideológico, mas o Revalida foi criado e organizado pelo governo do PT”, acrescentou.

Ele citou a falta de prática dos estudantes formados no exterior à espera do Revalida.

“O problema desses formados do exterior é que eles não têm nem campo de prática para treinar. A maioria das cidades onde eles se formam são de fronteira, em que metade da população é de estudante. Esses formados não têm muitas vezes nem autorização pra atender nos países que se formaram”, completou Julio Braga.

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