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Cancelamento do São João deve fazer comércio baiano perder R$ 375 milhões

24/06/2020

O comércio baiano deve amargar, somente na segunda quinzena de junho deste ano, um prejuízo de R$ 375 milhões por causa da pandemia do novo coronavírus e do cancelamento do São João. Os faturamentos que serão mais afetados são os de vestuário, calçados, adereços, decoração, comida típica e supermercados. Em 2019, esses setores ganharam R$ 1,18 bilhão no estado. No entanto, em 2020, a previsão é de R$ 808 milhões, o que representa uma queda de 32%. 

De acordo com o economista e consultor da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado da Bahia (Fecomércio-BA), Guilherme Dietze, o baque na economia como um todo tende a ser muito maior porque será preciso contabilizar os resultados do setor de serviços (hotelaria, eventos, turismo, transporte), que é extremamente importante para o São João. 

“Tudo isso vai ser prejudicado. Desde o início da pandemia, o desemprego continua crescendo em todos os setores na Bahia. Muitos empregos são adaptados ao período junino. Como não vai ter nenhum evento, não há possibilidade de contratação. Infelizmente, está tendo demissão, o que é um grande problema para a economia e para a renda das famílias. As festas juninas são o Natal do primeiro semestre. Ter um prejuízo tão grande como esse impacta toda uma cadeia produtiva de comércio, serviços e turismo. Toda a conjuntura está dificultando o cenário de consumo”, lamentou Dietze.

Ele destaca que, somente entre março e abril deste ano, o comércio baiano fechou 13,4 mil empregos formais. Para se ter uma ideia da magnitude da crise gerada pelo coronavírus, em todo o ano de 2019, o varejo no estado gerou 5,3 mil empregos formais. 


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