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Hospital baiano reconhece falha após corpo de mulher desaparecer

02/06/2020



O Hospital Espanhol, unidade reativada para o tratamento de pacientes com a Covid-19 em Salvador, reconheceu a "gravidade" da "falha" ocorrida no sistema de Liberação de Óbito, após um familiar da paciente Arlete Santos, que morreu por Covid-19, não identificar o corpo disponível para reconhecimento como o da mulher, na manhã desta segunda-feira (1). A troca dos corpos só foi percebida depois de a família de Arlete ter realizado todos os trâmites burocráticos e acionar o serviço funerário para remoção do corpo. A suspeita é de que o corpo de Arlete foi liberado equivocadamente para outra família e já havia sido enterrado. 


Em nota, a diretoria do Espanhol afirmou que o fato já está sendo apurado e medidas sendo adotadas para que a ocorrência não se repita. Por meio da assessoria, a unidade hospitalar informou que “nos processos de rotinas hospitalares, existe um protocolo de Liberação de Óbito, onde o procedimento consiste na conferência da identificação do óbito do paciente, por meio da guia de sepultamento e das etiquetas que são fixadas, tanto no corpo do paciente, quanto na parte externa do saco envoltório que o guarda”. Acrescentou ainda que “as etiquetas são conferidas pelo serviço de segurança e também por um familiar do paciente que participa deste processo de reconhecimento do corpo”. 



Em reportagem à TV Bahia, o irmão da vítima, Jairo Santos, questionou como ocorreu a liberação do corpo sem a apresentação dos documentos. Relatou ainda que a família que supostamente teria recebido o corpo não sabe informar se, de fato, enterrou Arlete. Em casos de morte por Covid-19, a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS) orienta que não haja velório nos moldes convencionais e sejam utilizados caixões lacrados para evitar contato do corpo com outros indivíduos e proliferação do vírus. 



“Existe um protocolo seguindo todas as normativas de segurança para que não ocorram incidentes como este. Neste caso específico, do reconhecimento do corpo da Sra. Arlete dos Santos Reis, houve falhas humanas, nas duas etapas - tanto na conferência da etiqueta, por parte do hospital; como no reconhecimento do corpo, de forma visual, por parte de um único familiar, dentro das prevenções de contaminação da Covid-19”, explica. 




VEJA NA ÍNTEGRA A NOTA DO HOSPITAL ESPANHOL



Nada justifica ou minimiza a gravidade das falhas ocorridas, de forma sucessiva. O fato já está sendo apurado, medidas sendo adotadas e providências tomadas para que a ocorrência não se repita.


O Hospital Espanhol se desculpa pelo ocorrido, às famílias envolvidas e, dentro da gravidade reconhecida, compromete-se a assumir todas as demandas necessárias para regularizar a situação.



Nos processos de rotinas hospitalares, existe um protocolo de Liberação de Óbito, onde o procedimento consiste na conferência da identificação do óbito do paciente, por meio da guia de sepultamento e das etiquetas que são fixadas, tanto no corpo do paciente, quanto na parte externa do saco envoltório que o guarda. 


As etiquetas são conferidas pelo serviço de segurança e também por um familiar do paciente que participa deste processo de reconhecimento do corpo. 


Existe um protocolo seguindo todas as normativas de segurança para que não ocorram incidentes como este. Neste caso específico, do reconhecimento do corpo da Sra Arlete dos Santos Reis, houve falhas humanas, nas duas etapas - tanto na conferência da etiqueta, por parte do hospital; como no reconhecimento do corpo, de forma visual, por parte de um único familiar, dentro das prevenções de contaminação da Covid-19. 



Salvador, 02 de junho de 2020 
HOSPITAL ESPANHOL
Diretoria Geral

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