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Vacina de Oxford para o covid-19 chega ao Brasil para teste com dois mil voluntários

07/06/2020

Várias vacinas para o combate do novo coronavírus estão sendo testadas no mundo todo. No entanto, uma das mais promissoras é a criada no Reino Unido, pela Universidade de Oxford em parceria com a AstraZeneca O antídoto, que já está em sua terceira fase de pesquisa, obteve resultados positivos nas etapas anteriores e, com isso, avançou para mais uma parte.

Com esse avanço, foi anunciado que a próxima fase das pesquisas teria voluntários no Brasil, conforme noticiamos no dia 03 de junho. Uma das pessoas responsáveis pela pesquisa é a cientista brasileira Daniela Ferreira, que lidera os estudos na Escola de Medicina Tropical de Liverpool.

Agora, há informações de que o primeiro lote das doses da vacina que serão aplicadas nos dois mil voluntários que participarão dos testes já chegou ao país. As unidades foram divididas em duas partes iguais.A primeira foi destinada a São Paulo, onde será administrada pelo Centro de Referência para Imunológicos Especiais (Crie) da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Já a segunda parte foi enviada ao Rio de Janeiro, sob posse da rede D’Or São Luiz, que será a responsável pelo estudo no estado.

"A vacina está congelada, ela já está chegando para a gente operacionalizar. Parte já chegou e fica em congelamento de onde a gente vai tirando, progressivamente, com a necessidade da demanda", disse Antonio Carlos Moraes, pesquisador do grupo Indor – Instituto D’Or de Pesquisa e Ensino –, que testará a vacina ChAdOx1 no Rio de Janeiro.

A administração das vacinas nos voluntários será financiada pelas duas empresas responsáveis e os critérios para escolha dos participantes já foram definidos. Em primeiro lugar, será dada a preferência para aqueles que estão na linha de frente no combate à doença, que são médicos e profissionais da saúde que trabalham diretamente no atendimento aos suspeitos de infecção.

Duração e método de pesquisa


As aplicações serão realizadas durante três semanas, nos dois centros. Durante esse período, parte dos voluntários receberá a vacina para a COVID-19, enquanto a outra parte receberá uma vacina contra a meningite, que fará parte do grupo de controle da pesquisa.

“Dos mil participantes, 500 recebem a vacina ChAdOx1 e 500 recebem a vacina para meningite", explicou Moraes. "Isso porque esse é um estudo extremamente importante precisa de um alto índice ético. No final do estudo, os 500 que receberam a vacina para meningite receberão a vacina da Covid-19 caso ela tenha sido eficaz, como a gente acredita que será."


Após essas três semanas de aplicações, os participantes serão acompanhados durante um ano para que as equipes dos dois centros possam verificar se há algum efeito colateral causado pela vacina, bem como testar sua eficácia. "Depois de um ano vamos avaliar os resultados a partir de dois parâmetros: primeiro a eficácia, a partir da porcentagem de infectados e segundo a segurança, porque não se justifica usar uma vacina que apresente mais riscos do que a própria doença”, informou Moraes.

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