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Há quase dois meses sem conseguir cair”, diz secretário sobre números de pacientes com covid em UTIs

10/11/2020





O secretário estadual de Saúde (Sesab-BA), Fábio Vilas Boas, falou sobre a taxa de ocupação dos leitos de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) com pacientes de covid-19 nesta segunda-feira (9). Ele aponta que a região Oeste do estado é preocupante e tem 70% de ocupação dos leitos. Em seguida é a região norte, com 61%, e Centro-leste, com 59%. De acordo com o G1, as demais regiões têm as taxas de 59% (sul), 55% (centro-norte), 53% (leste), 50% (nordeste), 49% (sudoeste) e 47% (extremos sul).

“Nós estamos mantendo taxas consideradas ainda elevadas, principalmente no Oeste, que está 70% de ocupação. As vezes a taxa, embora no interior nós não tenhamos diminuído o número de leitos, reflete de forma indireta o que acontece com número de leitos. O número absoluto de pacientes internados não consegue cair muito abaixo de 500, já há mais de 45 dias. Essa é uma evidência que estamos estagnados em um platô, já há quase dois meses, sem conseguir cair”, explicou o titular da pasta.

Ainda conforme o G1, secretário disse que a situação é preocupante, principalmente porque alguns municípios já se movimentam para retomada das aulas presenciais dos ensinos médio e fundamental, pelo menos na rede particular de ensino. “Nós adotamos uma estratégia para a Bahia de retornar as aulas do ensino superior, avaliando durante semanas o impacto disso nos números, e só após conceber a abertura do ensino fundamental. Eu acho preocupante, porque nós deveríamos estar adotando medidas alinhadas em todas as esferas, estadual, municipal e particular. Se cada um começar a tomar as decisões que sejam mais desalinhadas, vamos começar a ter transmissões de difícil controle”, explicou.

Fábio Vilas Boas também falou sobre aglomerações em atos de campanhas políticas. “Uma das razões pela qual a gente não consegue reduzir de forma expressiva o número de novos casos na Bahia são as aglomerações eleitorais. A justiça eleitoral adotou uma medida mais proativa, criando o Disk-Aglomeração, mas não tem jeito. As consequências estão aparecendo agora sobre a forma de novos casos todos os dias. Felizmente, a nossa rede hospitalar está sendo capaz de absorver, a taxa de mortalidade continua caindo, o que é paradoxal, porque estamos mantendo o número de casos, mas a letalidade vem caindo progressivamente”, afirma Fábio Villas-Boas.

Fonte Jornal da Chapada


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