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A fila de espera nas UPAs é grande

16/02/2021

Por conta da pandemia, a Bahia chega a registrar 100 pessoas na fila de espera das UPAs.

Um relaxamento das medidas de isolamento social, por parte da população baiana, tem se refletido na pressão em busca de atendimento nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e, por consequência, no aumento das taxas de ocupação dos leitos de UTI Adulto contra a Covid-19 – ontem, de acordo com dados da Sesab, o índice estava em 73%. Esse desleixo, além disso, acaba culminando em outra triste estatística: a Bahia chega a registrar até 100 pessoas aguardando vagas de tratamento intensivo nas Unidades de Pronto Atendimento (UPA).

A informação é do secretário estadual da Saúde, Fábio Vilas-Boas. A declaração do titular da pasta foi dada na manhã de ontem quatro dias após a apresentação das lives de Carnaval promovidas pelas estrelas da axé music. Para o gestor, o momento não é de comemoração, ainda mais com a quantidade de mortes diárias, pelo novo coronavírus, estar acima de 60, nos últimos dias – nesta segunda-feira foram 63, segundo a Sesab. Esse tipo de formato, ainda que não forme grandes públicos, pode juntar uma quantidade de pessoas suficiente para que apenas uma pessoa, infectada, acabe passando a doença para as demais.

“Isso revela o total descompromisso com a saúde pública. Uma irresponsabilidade. Estamos chegando ao ponto em que, de um dia para o outro, chegam a ficar até 100 pessoas aguardando nas UPAs vagas de UTI. E nós, do lado de cá, dentro de um trabalho imenso para conseguir alocar, o mais rápido possível, o recurso que vai salvar vida para essas pessoas. E as pessoas vão para a rua, vão se aglomerar, se infectar. Depois vão para as UPAs fazer com que a gente tenha que correr nesse desespero para conseguir criar mais leitos”, criticou o secretário, em entrevista à TV Bahia.

Para Vilas-Boas, a situação também revela “a falta de sensibilidade das pessoas com o momento que estamos vivendo, de mortes em número crescente. Eu sou contra essas lives que estão sendo feitas de cantores. Não é momento de estar comemorando nada. É momento de estarmos constritos, lamentando, preocupados. E não celebrando, fazendo festinha em apartamento, casa ou live transmitida pela internet. Eu não concordo com isso”, acrescentou. Além das transmissões dos shows pela grande rede, o final de semana também foi marcado pelas aglomerações em praias e em festas privadas pela cidade, o que obrigou os agentes públicos a intervir e dispersar a multidão.
Fonte:Tribuna

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