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Bruno Reis vai a Brasília na próxima semana buscar recursos

20/02/2021

Sobre o pedido de mais recursos ao governo federal, Bruno Reis afirmou ontem que a prefeitura tem gastado cerca de R$ 60 milhões por mês no combate à pandemia.

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (DEM), vai a Brasília na próxima semana buscar recursos para a capital enfrentar a pandemia da Covid-19. Segundo a assessoria de comunicação, o democrata embarca na próxima terça-feira. Questionada pela Tribuna se o gestor soteropolitano aproveitaria para comparecer à posse do deputado federal João Roma (Republicanos) como ministro da Cidadania na quarta-feira, a assessoria informou que a agenda ainda não estava fechada.

Sobre o pedido de mais recursos ao governo federal, Bruno Reis afirmou ontem que a prefeitura tem gastado cerca de R$ 60 milhões por mês no combate à pandemia. Deste total, aproximadamente 20 milhões são para pagar o auxílio emergencial (R$ 5 milhões) e cestas básicas (R$ 14 milhões). Ainda da totalidade, mais R$ 26 milhões são injetados na área de saúde, e R$ 14 milhões no transporte públicos. Todas essas informações foram ditas pelo prefeito soteropolitano na coletiva de imprensa. O democrata disse ainda que a administração soteropolitana tem hoje 455 leitos ativos, e comparou com o Rio de Janeiro que tem 252.

“Salvador aguenta isso? Não aguenta. Estou indo semana que vem a Brasília para tratar de diversos temas, para ajudar a fechar a conta. Vamos tratar também da possibilidade da inclusão dos trabalhadores da educação na primeira fase (da vacinação) diante da gravidade da pandemia e da necessidade da retomada da educação”, declarou.

Bruno Reis ainda criticou o governo federal por falta de vacinas no país. “O Brasil não enxergou que a dose da vacina é mais barata do que os leitos de UTI funcionando, do que o auxílio emergencial, que está se discutindo. É um investimento de recursos na proporção menor do que estamos fazendo, sem se falar da retomada da economia, na geração de emprego e renda. A prioridade é o enfrentamento à pandemia, e a prioridade é a compra da vacina”, pontuou.

Posse – Nomeado no Ministério da Cidadania na semana passada, João Roma rompeu com o grupo liderado pelo ex-prefeito soteropolitano ACM Neto (DEM). Neto era contra a ida de Roma para a pasta para não dar força ao argumento de Rodrigo Maia de que trocou votos na disputa da Câmara dos Deputados por cargos na administração federal. Também era contrário para não atrelar a sua imagem ao desgastado governo de Jair Bolsonaro.

Bruno Reis tem adotado um tom diplomático e evitado atrito com o ministro nomeado.

“Meu papel como prefeito é papel institucional. Venho mantendo a melhor relação institucional com o presidente Jair Bolsonaro. Vou procurar ambos sempre que tiver e que for necessário colocando os interesses da cidade, e das pessoas. Foi para isso que fui eleito. Estou focado na gestão e, em especial, no enfrentamento à então candidato Ciro Gomes (PDT). A legenda, no entanto, decidiu lançar o ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, que chegou a ir para o segundo turno.
Fonte:Tribuna

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