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Petrobras reajusta preço da gasolina pela quarta vez no ano

19/02/2021

A partir desta sexta-feira, pela quarta vez em 2021, a estatal vai elevar em R$ 0,23 o preço da gasolina nas refinarias, passando a cobrar R$ 2,48 por litro – aumento de 10,2%.

Por Yuri Abreu
Em um período de 50 dias neste ano, o bolso do consumidor brasileiro vem sentindo o peso da política de preços dos combustíveis feita pela Petrobrás. A partir desta sexta-feira, pela quarta vez em 2021, a estatal vai elevar em R$ 0,23 o preço da gasolina nas refinarias, passando a cobrar R$ 2,48 por litro – aumento de 10,2%. Com mais esta, o preço do combustível já subiu 34,7% apenas neste ano.

 Porém, o reajuste também será aplicado no diesel. O preço nas refinarias será de R$ 2,58 por litro, uma alta de 15,1%. Este é o terceiro reajuste anual, com o item acumulando uma elevação de 27,7% somente em 2021, da mesma forma. Em nota, a empresa justificou os aumentos para poder alinhar os preços daqui aos praticados no mercado internacional, para garantir que o país siga “sendo suprido sem riscos de desabastecimento pelos diferentes atores responsáveis pelo atendimento às diversas regiões brasileiras: distribuidores, importadores e outros refinadores, além da Petrobras”. 

Ainda segundo a estatal, este mesmo equilíbrio competitivo é responsável pelas reduções de preços quando a oferta cresce no mercado internacional, como ocorrido ao longo de 2020. Apesar dos aumentos acima dos 10%, o repasse não deve ser feito de maneira totalitária nas bombas e, por sua vez, aos motoristas, uma vez que há vários fatores influenciam o preço final do combustível, como tributos e o lucro das distribuidoras.

 “Os preços praticados pela Petrobras (...) têm influência limitada sobre os preços percebidos pelos consumidores finais. O preço da gasolina e do diesel vendidos na bomba do posto revendedor é diferente do valor cobrado nas refinarias da Petrobras. Vale destacar ainda que as revisões de preços feitas pela Petrobras podem ou não se refletir no preço final ao consumidor. Como a legislação brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados, a mudança no preço final dependerá de repasses feitos por outros integrantes da cadeia de combustíveis”, disse a Petrobrás. 

Em Salvador, uma reportagem feita pela equipe da Tribuna da Bahia, no último domingo, apontou que alguns postos estavam vendendo a gasolina comum pelo valor de R$ 5,19, o litro. De acordo com dados da própria Agência Nacional do Petróleo (ANP), há pouco mais de um ano, uma pesquisa feita pelo órgão entre os dias 16 de fevereiro e 22 de fevereiro de 2020 mostrou que o preço médio de revenda da gasolina, na capital baiana, estava em R$ 4,38: 15% mais barato.

 Procurado, o Sindicato dos Donos de Postos de Combustíveis da Bahia (Sindicombustíveis) se manifestou por nota. “A escalada dos preços dos combustíveis é reflexo da política de reajustes da Petrobras, atrelada ao mercado internacional e ao dólar, além da alta carga tributária. A empresa brasileira, nos últimos 30 dias, reajustou a ‘gasolina A’ em 34,78% e o diesel em 27,7%. O Sindicombustíveis Bahia esclarece que o mercado é livre e competitivo, cabendo a cada posto revendedor decidir se irá repassar ou não ao consumidor os reajustes da Petrobras, e que respeita a livre concorrência”.
Fonte:Tribuna

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