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Bahia contabiliza mais de mil mortes por Covid-19 em apenas onze dias

12/03/2021

A Bahia contabilizou nos últimos onze dias 1.142 mortes provocadas pela Covid-19. Apesar de os óbitos terem ocorrido em diversas datas, nunca se viu números tão altos estampados nos boletins diários emitidos pela Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab).

O acúmulo de óbitos divulgados entre 1º e 11 de março deste ano é ainda mais assustador se compararmos com o início da pandemia. Para se chegar ao número de 1.145 mortes - alcançado em 15 de junho de 2020 - foram necessários 80 dias desde a notificação do primeiro caso da doença no território baiano, que ocorreu no dia 6 de março do ano passado.

Nesta quinta-feira (11), foram registrados 115 óbitos na Bahia, maior número contabilizado em um único dia desde o início da pandemia. Já na quarta (10) foram notificadas mais 111 mortes ocasionadas pela doença, oito a mais do que as 103 registradas na terça (9). Veja abaixo o número total de mortes diárias divulgado nos últimos 11 dias.
11 de março - 115 mortes
10 de março - 111 mortes
de março - 103 mortes
8 de março - 102 mortes
7 de março - 82 mortes
6 de março - 95 mortes
5 de março - 102 mortes
4 de março - 111 mortes
3 de março - 112 mortes
2 de março - 114 mortes
1º de março - 95 mortes
De acordo com a Sesab, o número total de mortes na Bahia é de 12.961, representando uma letalidade de 1,79%. Dentre os óbitos, 55,98% ocorreram no sexo masculino e 44,02% no sexo feminino. Em relação ao quesito raça e cor, 55,03% corresponderam a parda, seguidos por branca com 20,77%, preta com 14,96%, amarela com 0,52%, indígena com 0,15% e não há informação em 8,57% dos óbitos. O percentual de casos com comorbidade foi de 69,60%, com maior percentual de doenças cardíacas e crônicas (74,28%).

Ainda segundo a secretaria, a existência de registros tardios e/ou acúmulo de casos deve-se a sobrecarga das equipes de investigação, pois "há doenças de notificação compulsória para além da Covid-19". Outro motivo, conforme a pasta é o "aprofundamento das investigações epidemiológicas por parte das vigilâncias municipais e estadual a fim de evitar distorções ou equívocos, como desconsiderar a causa do óbito um traumatismo craniano ou um câncer em estágio terminal, ainda que a pessoa esteja infectada pelo coronavírus".
Fonte: B.News

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