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Chapa de ACM Neto começa a ganhar forma

07/04/2021

ACM Neto não tem deixado de articular politicamente de olho no governo da Bahia em 2022. Recôndito desde que rompeu com o ministro da Cidadania, João Roma (Republicanos), o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), não tem deixado de articular politicamente de olho no governo da Bahia em 2022. O democrata soteropolitano permanece viajando a Brasília, e dialogando com as lideranças políticas para tentar reforçar sua candidatura. À Tribuna, aliados disseram que a chapa para disputar o Palácio de Ondina já tem começado a ganhar uma forma.
Por enquanto, obviamente o martelo só está batido em relação à cabeça da chapa, que ficará com o próprio ACM Neto. A vaga para o Senado e a outra de vice-governador continuam abertas, mas nomes ocupá-las começam a aparecer. Uma certeza impera entre os aliados. Segundo eles, independente de quem ocupe será “coadjuvante” na composição liderada pelo democrata. A outra certeza dos correligionários é de que só um partido teria hoje o espaço garantido na majoritária: o Partido Progressista. O empecilho é que a sigla está atualmente na base do governador Rui Costa (PT). No entanto, o ex-prefeito tem dito a interlocutores que ainda acredita na migração da legenda para sua base. Aliados apostam em uma “insatisfação” da sigla e que os líderes partidários decidam mudar de lado.

Se houver a “pulada de cerca”, o deputado federal Cacá Leão seria o nome para integrar a composição. Há quem sustente no grupo político que o PDT também teria a vaga garantida para Neto ter um nome de esquerda na chapa. Neste cenário, três nomes são cotados. O primeiro é do presidente do Esporte Clube Bahia, Guilherme Bellintani. Embora seja especulado para o Senado, a avaliação na base é de que o dirigente esportivo gostaria de ser candidato a vice-governador. Bellintani já manifestou que não gosta do Legislativo. Além disso, segundo correligionários, ele não teria interesse de ir para Brasília e deixar os negócios na Bahia.

O segundo nome especulado é do secretário de Saúde de Salvador, Leo Prates. Ele tem dito, porém, que pretende disputar uma vaga na Câmara dos Deputados e não quer aguardar uma decisão do grupo para saber se estará ou não na composição. Mas quem estaria mirando mesmo um lugarzinho na majoritária é o presidente do PDT na Bahia, o deputado federal Félix Mendonça Júnior. O pedetista gostaria de ser postulante ao Senado, conforme os aliados.

Caso o PP não migre, Neto cogita, para representar o campo da direita, o deputado federal Elmar Nascimento, de acordo com os correligionários. O parlamentar democrata tem, porém, a dificuldade de ser do mesmo partido do ex-prefeito. Nos últimos meses, tentou se filiar ao PSL, mas esbarrou na deputada federal Dayane Pimentel, que não quer perder o controle da agremiação partidária. E como fica o Republicanos nesta história? A sigla se fortaleceu com um ministério no governo Bolsonaro, mas faltariam nomes. A chance de Neto repetir a dobradinha com o deputado federal Márcio Marinho é considerada nula pelos correligionários. Os dois perderam a prefeitura de Salvador em 2008. Já Roma, Neto está rompido desde fevereiro. Se se reconciliarem, como acreditam os aliados, é visto como uma opção para a chapa. A reconciliação, entretanto, depende do desempenho de Bolsonaro, como noticiou ontem a Tribuna.
Fonte:Tribuna

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