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Políticos baianos afirmam que Wajngarten mentiu em CPI

13/05/2021

A CPI da Covid ouviu, ontem, o depoimento do ex-secretário de Comunicação do governo federal, Fábio Wajngarten. Sua oitiva foi considerada a mais conturbada até agora. Ele se negou a responder às perguntas dos senadores, mas na semana passada, em entrevista à revista
Veja, acusou o ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, de incompetência nas negociações de compra de vacinas. Na CPI, contudo, o ex-secretário de comunicação suavizou a declaração e se contradisse. O fato motivou o pedido de sua prisão pelo senador Renan Calheiros (MDB-AL), que preside a Comissão no Senado Federal. Parlamentares baianos repercutiram o depoimento.
O senador Otto Alencar (PSD), integrante do colegiado, chamou a participação do publicitário de "ato cênico". "Mentiu o tempo todo e estava fazendo por onde para ser preso", declarou. O deputado federal Afonso Florence (PT) afirmou que "Wajngarten admitiu na CPI que o governo demorou 2 meses para se pronunciar sobre a proposta da Pfizer". "Prova contundente do crime de Bolsonaro que recusou comprar a vacina porque tentou levar o país à imunidade de rebanho", ressaltou.

O deputado Jorge Solla avaliou que "a prisão de Wajngarten é justa, mas desnecessária, daria roteiro de vítima a um coadjuvante". "A CPI avança mais com a quebra de sigilos, busca e apreensão na Secom. Quem se complica é Mourão, Guedes, Pazuello e Braga Netto. Receberam carta da Pfizer e nada fizeram, negaram vacinas", declarou o petista. O deputado estadual Robinson Almeida (PT /BA) teceu duras críticas à invasão da sessão pela deputada federal Carla Zambelli (PSL-SP). O deputado baiano disse que a parlamentar bolsonarista é "despreparada" e prova não ter estatura para representar o povo brasileiro no serviço público.
posicionamento foi feito com posts no microblog Twitter. "Desequilibrada, como seu líder, Bolsonaro. Despreparada e sem estatura para representar o povo brasileiro no parlamento e em qualquer cargo público. Como Bolsonaro, presta desserviço ao Brasil, que sofre as consequências da omissão do desgoverno no combate a grave crise sanitária", afirmou o deputado baiano. Robinson Almeida também criticou as omissões e negacionismo do governo Bolsonaro no combate a crise sanitária. "A CPI da Pandemia expõe ainda mais os crimes do desgoverno, que não combateu a grave crise sanitária no Brasil.
A omissão e negacionismo patrocinados por Bolsonaro custou a vida de mais de 425 mil brasileiros. UM GENOCÍDIO, que não pode, não deve ficar impune. #ImpeachmentJá", enfatizou o parlamentar.
Fonte: Tribuna

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