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Investigação aponta lavagem de dinheiro por grupo empresarial de medicamentos

22/06/2021

Equipes da Secretaria da Segurança Pública (Polícia Civil e Departamento de Polícia Técnica), da Secretaria da Fazenda, do Ministério Público Estadual e da Receita Federal cumpriram doze mandados de busca e apreensão, em Salvador e Feira de Santana, na manhã de ontem (21). Os mandados aconteceram no âmbito da Operação Panaceia, que investiga a prática de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro por um grupo empresarial que atua no setor de distribuição de medicamentos na cidade de Salvador e Região Metropolitana. O nome da empresa é Millenium Farma Distribuidora de Medicamentos que atua no mercado há 20 anos. Desde 2010 o Ministério Público investiga a empresa e outras sete ligadas ao mesmo grupo.
Conforme a titular da Delegacia de Crimes Econômicos e Contra a Administração Pública (Dececap), delegada Márcia Pereira, os mandados foram cumpridos na empresa que faz a contabilidade e na casa dos proprietários. Dos doze mandados, 11 foram cumpridos em Salvador e 1 em Feira de Santana. Na operação, a polícia apreendeu computadores, pen drive, telefones celulares e documentos. As buscas foram feitas em cinco bairros de Salvador: Pirajá, Rio Vermelho, Horto Florestal, Pituba e Itaigara. Nesta última localiadde, a polícia apreendeu em um apartamento de luxo um dos principais alvos da investigação que acabou preso em flagrante, por posse ilegal de um revólver calibre 38. "Ele é um dos nossos principais alvos. Encontramos um revólver, sem documentação e foi dada voz de prisão em flagrante pelo crime de posse ilegal de arma de fogo", disse Márcia que não revelou a identidade do detido, mas acrescentou que os equipamentos apreendidos serão encaminhados para polícia técnica para realização de exame.
De acordo com a Receita Federal, os prejuízos causados pelo grupo aos cofres estaduais ultrapassam R$ 39 milhões. Além dos mandados, a Justiça determinou o bloqueio dos bens do grupo, para garantir a recuperação dos valores sonegados. Segundo as apurações, que tiveram início na Secretaria da Fazenda do Estado da Bahia (Sefaz), o grupo criava empresas em nome de “laranjas” ou “testas-de-ferro” e utilizava empresas sem existência operacional, com o intuito de sonegar impostos. Também foram identificados prejuízos ao Fisco Federal. De acordo com as investigações, há fortes indícios da prática do crime de lavagem de dinheiro, com significativo incremento econômico da composição societária das diversas empresas do grupo, por meio da criação de empreendimentos comerciais voltados à participação em outras sociedades e em investimentos patrimoniais imobiliários. Em coletiva, a coordenadora da Coordenação Especializada de Combate à Corrupção e Lavagem de Dinheiro (Ceccor), Milena Calmon, afirmou que a operação contou com a participação de aproximadamente 60 policiais civis.

ambém na coletiva o promotor de Justiça e integrante do Grupo de Atuação Especial de Combate à Sonegação Fiscal do MP (Gaesf), Claudio Jenner, afirmou que os fatos serão apurados para que os envolvidos sejam punidos. “Foi uma investigação muito profícua. Os fatos estão ainda sendo apurados. Nós estamos ainda na fazer inquisitorial, ou seja, na fase de busca de provas e o inquérito policial vai ser finalizado com essas novas provas para que a gente verifique a possibilidade do Ministério Público deflagrar a ação penal correspondente aos crimes que são imputados aos acusados”. Segundo a Polícia Civil, o prazo para conclusão do inquérito é de trinta dias.
Por Davi Valadares
Fonte: Tribuna

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