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Bahia zera número de registros de H1N1

24/08/2021

Com potencial de causar complicações, podendo, inclusive, levar o paciente a óbito, o vírus H1N1, também conhecido como gripe Influenza tipo A ou gripe suína, tem reduzido na Bahia. Segundo dados da Secretaria de Saúde do Estado (Sesab), em 2021 não houve registro de casos pela Influenza A H1N1 no estado.
Foram notificados 54.091 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), mas sem registro de casos para o vírus. Ano passado, foram notificados 42.617 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, sendo que 158 foram confirmados para Influenza A H1N1. Para a infectologista Giovanna Orrico, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), essa falta de casos pode ser devido à vacinação, como também a falta de notificação em laboratório.
“Não tivemos uma adesão muito grande com relação a vacinação. Provavelmente, a ausência de casos seja também pela falta de notificação. Não acho que seja só por causa da vacinação, pois a procura anual foi baixa, mas muito devido a essa falta de notificação em laboratório”, avaliou ela que disse ainda que de fato, a prevenção é extremamente importante e é feita por meio da vacinação. “Essa vacinação deve ser feita anualmente para que a pessoa consiga se proteger das cepas que circulam na população". Conforme a Sesab, em 2020 foram registrados 14 óbitos de SRAG ocasionados por Influenza A H1N1. Foram nove óbitos em Salvador e cinco óbitos no interior do estado. "Os grupos de maior risco para contaminação são os mesmos da Covid-19 e os sintomas são muito parecidos.
Então, é muito difícil diferenciar a influenza com a Covid-19 já que os pacientes podem apresentar praticamente os mesmos sintomas. Há de se ter em mente que é necessário assistência médica para que o especialista possa identificar qual a infecção", sugeriu a infectologista. Segundo a especialista, entre os sintomas de gripe H1N1 estão: febre; tosse; coriza; dor de garganta; dor muscular; dor de cabeça; mal-estar; irritação nos olhos; falta de apetite; falta de ar; calafrios; cansaço e fadiga; vômitos e náuseas e diarreia.
Os sintomas de H1N1 podem permanecer por mais de sete dias. "Tratamento específico não existe. Usamos Tamiflu como opção terapêutica em alguns casos como, por exemplo, pacientes com quadros mais graves. Fora isso, é tratamento sintomático. Não há um tratamento para evitar a infecção. O que há é a prevenção pela vacinação", finalizou.

Estratégia Como estratégia para evitar surto, a Sesab informou que tem realizado anualmente a campanha de vacinação para Influenza, além de monitoramento dos casos de SRAG notificados, fornecimento de kits para coleta e realização de exames no Laboratório Central de Saúde Pública (LACEN-BA) para identificação do vírus.
Ainda de acordo com a pasta, a Sesab tem feito orientação para adoção de medidas de prevenção e controle semelhantes às medidas adotadas para Covid-19, o que vem contribuindo para evitar a ocorrência de casos de Influenza, tais como o uso da máscara, o distanciamento social e uso de álcool em gel.
Fonte: Tribuna -Davi Valadares

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