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TJ-BA nega segredo de Justiça em processo de advogado que matou namorada

21/10/2021

Adovogado criminalista segue sob custódia após matar a namorada de 21 anos | Foto: Reprodução | Instagram - Foto: Reprodução | Instagram

Adovogado criminalista segue sob custódia após matar a namorada de 21 anos | Foto: Reprodução | Instagram

O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) negou o pedido de segredo de Justiça no caso do feminicídio de Kezia Stefany da Silva Ribeiro, de 21 anos. O pedido foi feito pela defesa do advogado criminalista José Luiz de Britto Meira Júnior, assassino confesso da jovem. O crime aconteceu no último domingo, 17, em um apartamento de luxo, no bairro do Rio Vermelho, em Salvador.



A Justiça negou o pedido por entender que o caso é de interesse público, já que houve grande repercussão da morte da jovem. Além disso, na avaliação do TJ-BA, a imprensa não está ofendendo a honra do acusado, nem invadindo sua intimidade.

Na noite da última terça-feira, 19, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-BA) desistiu do pedido de sigilo no processo. Em requerimento, a entidade disse entender que sua atuação se "limita à preservação das prerrogativas da advocacia que eventualmente sejam objeto da cognição judicial". O documento foi assinado pelo gerente da Procuradoria Jurídica e de Prerrogativas da OAB, Edgard da Costa Freitas Neto.

José Luiz Meira segue detido preventivamente no Serviço de Polícia Interestadual (Polinter), em Salvador, enquanto aguarda definição sobre o seu destino. O advogado teve prisão preventiva convertida em prisão domiciliar após pedido da seccional baiana da OAB, já que a Bahia "não dispõe de sala de estado maior", prerrogativa para profissionais da área. A Polícia Civil tenta adaptar uma sala do Cope (Centro de Operações Especiais da Policia Civil) para que fique parecida com uma sala de Estado-Maior.

O caso

De acordo com a Polícia Civil, Kezia Stefany da Silva Ribeiro, 21 anos, foi assassinada pelo seu namorado, o advogado criminalista José Luiz Meira, com quem se relacionava há dois anos. O suspeito foi preso em flagrante.

Informações da Polícia Militar apontam que, ao chegar ao local dos disparos, os agentes da 12ª Companhia Independente (Rio Vermelho) foram informados de que o adovgado teria levado Kezia para o Hospital Geral do Estado (HGE). Na unidade de saúde, foi constatado o óbito da jovem.

O advogado foi encontrado em um apartamento, no Edifício Residenziale Da Vinci, no bairro da Pituba. O suspeito foi preso por uma guarnição da Polícia Militar e autuado em flagrante pelo crime de feminicídio no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Kezia foi sepultada na manhã da última segunda-feira, 18, em Feira de Santana, cidade em que ela morava. Amigos e familiares estiveram presentes na cerimônia.

O que diz a defesa

A defesa do advogado criminalista José Luiz Meira alega que não houve intenção em cometer o feminicídio.

"Assim que aconteceu o acidente do disparo, ele levou ela para o hospital, prestou socorro e foi justamente tomar banho, que ele estava coberto de sangue, lesionado também e foi buscar os seus documentos. Ele iria se apresentar à autoridade policial...Ele está sendo acusado de ser o autor do disparo, porque houve um conflito dentro da casa dele e estavam só ele e a namorada dele e infelizmente aconteceu essa lamentável fato. As brigas eram constantes entre o casal e essa briga terminou em tragédia", disse o advogado Domingo Arjones.


Fonte: A Tarde

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