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FABÍOLA MANSUR REVERENCIA MEMÓRIA DE ALAÍDE DO FEIJÃO

03/02/2022


Em moção de profundo pesar, a deputada Fabíola Mansur (PSB) lamentou o falecimento de Alaíde Conceição, “nossa querida Dona Alaíde do Feijão”, ocorrido nesta segunda-feira (31), em Salvador. Dona do Restaurante Alaíde do Feijão por mais de 40 anos, localizado no Centro Histórico de Salvador, ela morreu após contrair Covid-19 pela segunda vez, durante um internamento hospitalar. Teve parada cardiorrespiratória e não resistiu. “Uma mulher de muita fibra”, qualificou Fabíola, lembrando que, desde cedo, ajudava a mãe (Das Neves) a fazer e vender feijoada, mocotó e sarapatel, de onde tirava o sustento da família e colecionava clientes fiéis. Após a aposentadoria da matriarca, ela decidiu manter viva “a tradição dos quitutes” e seguiu fazendo sucesso.

Alaíde começou a trabalhar bem jovem, “vendendo seu saboroso feijão reconhecido nacional e internacionalmente”, em um tabuleiro na frente do Elevador Lacerda, até se mudar para o Pelourinho, “local que virou ponto de encontro, debates e discussões memoráveis no âmbito dos movimentos sociais e culturais de Salvador”, disse a socialista. No seu restaurante na Rua das Laranjeiras surgiu o movimento Eu Quero Ela, “que incentivou o maior número de candidaturas negras da história” à Prefeitura de Salvador.

De acordo com a parlamentar socialista, Alaíde ainda “colocava a mão na massa na preparação dos quitutes” e participava dos processos de produção, indo às feiras livres para comprar ingredientes e “fazendo uma seleção cuidadosa. Tudo com muito carinho, para que seus amigos clientes saboreassem seus quitutes, especialmente a famosa feijoada”.

Fabíola Mansur ainda destacou que “Dona Alaíde recepcionava seus visitantes com aquele sorriso encantador no rosto, a simpatia em pessoa. Ali, todos se sentiam em casa. Impossível esquecer seu aconchegante abraço”. Para a deputada, foi “uma perda enorme para a nossa Bahia”, pois Alaíde “era uma referência autêntica e legítima da força, da garra e da coragem da mulher negra”.

Pelo que representava, prosseguiu, “era um verdadeiro baluarte na cultura, na gastronomia e também na resistência ao racismo em Salvador. Guerreira, conquistou o seu espaço e o respeito de toda a sociedade baiana, com luta e empenho, vencendo as barreiras que sempre foram impostas à mulher e aos negros neste mundo tão desigual”.

Por fim, a legisladora afirmou que “Dona Alaíde foi, sem sombra de dúvidas, uma mãezona para muitas pessoas. Brava, lutadora, combativa, acolhedora, doce e fraterna. Sua partida deixa uma legião de filhos órfãos e uma lacuna irreparável na cidade da Bahia e em nossos corações”. Mansur encerrou a moção clamando “que Deus e todos os santos recebam nossa querida Dona Alaíde do Feijão”.


Fonte: Mídia Center

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