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FABÍOLA MANSUR ELOGIA TRAJETÓRIA DO OLODUM

27/04/2022








O Olodum festejou, nesta segunda-feira (25), o aniversário de 43 anos de fundação. A data foi destacada na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) pela deputada Fabíola Mansur (PSB), que protocolou uma moção de aplausos em homenagem ao grupo.






No documento, a parlamentar explica que o Olodum surgiu de uma brincadeira carnavalesca, em 25 de abril de 1979, entre os amigos Carlos Alberto Conceição, Geraldo Miranda, José Luiz Souza Máximo, José Carlos Conceição, Antônio Jorge Souza Almeida, Edson Santos da Cruz e Francisco Carlos Souza Almeida. “Era para ser uma opção de lazer para os moradores do Maciel-Pelourinho, mas cresceu, deu frutos e ganhou o mundo”, disse.






A moção apresentada por Fabíola detalha ainda que a palavra Olodum é de origem yorubana, idioma falado pelos yorubás vindos da Nigéria e do Benin para a Bahia em séculos passados. “A palavra completa é Olodumaré – o Deus criador, o Senhor do universo e representa no candomblé um princípio vital, a Suprema Ordem Fundamental (SOF)”.






De 1979 até os dias atuais, o grupo ganhou sonoridades diferentes e transformou a musicalidade africana moldada na percussão. Além disso, pontuou a deputada, o Olodum se transformou em uma expressão viva do samba-reggae, ritmo idealizado por Neguinho do Samba. “O que era apenas um sonho de amigos e vizinhos, virou realidade. O Olodum conquistou o mercado musical e se transformou numa das bandas percussivas de maior sucesso no Brasil e internacionalmente. São 43 anos de vida e resistência. Um grupo que muito nos orgulha, leva o nome da Bahia para o mundo inteiro e tem um importante papel na luta antirracista e pela educação”, destacou.






A legisladora contou também que as cores que simbolizam o Olodum formam a base do Pan-Africanismo, Rastafarianismo e do Movimento Reggae. “São as cores internacionais da diáspora africana e constituem uma identidade internacional contra o racismo e a favor dos povos descendentes da África. O verde, as florestas equatoriais da África. O vermelho, o sangue da raça negra. O amarelo, o ouro da África. O preto, o orgulho da raça negra. O branco, a paz mundial”, explicou.






Em sua moção, Fabíola Mansur ainda ressaltou o papel importante do Olodum na transformação da vida de jovens negros do Centro Histórico de Salvador, “uma população discriminada e excluída, que se libertou através da arte, da música e da educação”.




Fonte: AL-BA

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