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ALBA leva a Irecê debate sobre feminicídio e violência contra a mulher

21/07/2022




A Comissão de Direitos Humanos e Segurança Pública da Assembleia Legislativa da Bahia realiza no próximo dia 25 (segunda-feira), às 9h, na Câmara Municipal de Irecê, a Audiência Pública Territorial "Direitos Humanos e Feminicídio" - Território de Irecê. A audiência faz parte de uma iniciativa da CDHSP em ouvir as demandas relativas às violações de direitos humanos e a relação da população local com o aparato da segurança pública em todos os territórios de identidade da Bahia. 
De acordo com a delegada responsável pelo Núcleo Especializado (Neam) de Irecê, Maria José Rodrigues Marciel, dois feminicídios foram registrados na região nos últimos dois meses, um no município sede e outro em Uibaí. Houve um aumento sucessivo na quantidade de ocorrências registradas no Neam entre abril e dezembro de 2021, o que a delegada credita à inauguração da unidade e ao atendimento mais humanizado, feito por uma equipe inteiramente formada por mulheres. "Devemos trabalhar para que a mulher consiga dar o primeiro passo, procurar o Neam, denunciar através do 180, e assim romper o ciclo da violência", alerta.

Para a coordenadora do Centro de Referência da Mulher (CRM) do Território de Irecê, Taise Torres, é necessário investir na prevenção e fortalecer a rede de proteção à mulher. "Hoje temos o CRM, instalado há um ano e meio, o Neam, e a Ronda Maria da Penha, da Polícia Militar da Bahia, mas nenhuma dessas mulheres mortas nos últimos meses em Irecê obteve medida protetiva. Mas a gente também observa que há mais mulheres fazendo a denúncia quando ocorre a violência psicológica", diz. 

Maria José Marciel e Taíse Torres são duas das presenças confirmadas na audiência pública organizada pela CDHSP, que também contará com a presença de pesquisadores, parlamentares, ativistas, movimentos sociais e poder público, que farão um aprofundamento sobre a relação do Território de Irecê com a temática de direitos humanos, com foco no enfrentamento à violência contra a mulher. 

Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública traçam um quadro preocupante sobre a violência contra a mulher em 2021: foram 1.341 feminicídios e 2.028 tentativas, sem contar os casos de violência psicológica (8.390), ameaças de agressão (597.623) e lesão corporal dolosa (230.861). A maioria das vítimas tinha idade entre 18 e 44 anos (68,7%), eram negras (62%), e 65,6 % das mortes ocorreram dentro de casa, sendo que 81,7% dos crimes foram cometidos pelo parceiro (atual ou ex).

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