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Eduardo Bolsonaro ataca TSE e diz: “Não vou aceitar eleição fraudada”

15/07/2022


Em entrevista a podcast, deputado Eduardo Bolsonaro ameaçou eleição e acusou TSE de "tensionar"; questionado, se contradisse e recuou

O deputado Eduardo Bolsonaro afirmou que não aceitará eleições fraudadas e criticou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). As declarações foram dadas na última segunda-feira (11/7) durante uma entrevista para um podcast. Questionado pelo entrevistador, Eduardo recuou: disse que não sabe se a próxima eleição será fraudada e negou “pisar fora das quatro linhas”, termo usado por bolsonaristas em referência a ações fora dos limites da Constituição.

Quando foi perguntado se o governo Bolsonaro aceitaria os resultados da eleição de outubro, Eduardo Bolsonaro respondeu: “Eu não vou aceitar eleição fraudada.

Você aceitaria?”. Pouco antes, na entrevista, o parlamentar havia lançado dúvidas sem provas sobre a urna eletrônica: “Meus representados não têm a segurança de que aquilo que eles digitam lá vai ser contado em Brasília de maneira apropriada”, disse, em entrevista ao podcast Talk Churras.

Depois que foi cobrado por provas dessa suposta fraude, Eduardo Bolsonaro titubeou. Citou boatos já desmentidos pela Justiça Eleitoral, como o de urnas registrando o número do PT automaticamente ou de que a urna não é auditável. Na quarta-feira (13/7), o Tribunal de Contas da União, órgão ligado ao Poder Legislativo, reafirmou a segurança das urnas eletrônicas.

Questionado mais uma vez sobre sua declaração de que não aceitaria “uma eleição fraudada”, entrou em contradição:

“Não, eu não falei isso. Ah, não, fraudada acho que ninguém aceitaria. E eu não estou falando que a eleição de agora será fraudada. Não tenho bola de cristal. Estou me precavendo de a Folha [Folha de S. Paulo] não botar um headline [manchete] lá e falar que eu vou causar um problema no Brasil”. E admitiu: “Não tenho como comprovar que [a eleição] foi fraudada”.

Em seguida, o entrevistador perguntou o que aconteceria se o governo não aceitasse a eleição e questionou se haveria um golpe no Brasil. Eduardo Bolsonaro tergiversou e não rechaçou um golpe: “A gente não pode trabalhar com esse exercício de futurologia. O jogo ainda está rolando”.

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