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Especialista orienta sobre cuidados e prevenção contra a Monkeypox

30/08/2022


A Monkeypox, que se popularizou como varíola dos macacos, é uma doença causada por um vírus do gênero Orthopoxvirus, que além de ser transmitida entre pessoas, pode ser transmitida de animais para seres humanos, e costuma estar presente em roedores. Recentemente declarada como emergência global pela Organização Mundial de Saúde (OMS), a doença se caracteriza pelas erupções na pele que se espalham por todo o corpo.

O principal meio de transmissão da Monkeypox, segundo explica o Coordenador do Serviço de Vacinas do DNA Laboratório e infectologista, Igor Brandão, ocorre com o contato físico próximo e prolongado com indivíduos infectados, por meio da exposição a secreções respiratórias que são liberadas ao tossir ou falar e, principalmente, através do toque com a pele e fluídos corporais liberados pela pessoa doente (saliva, sangue, secreção vaginal ou peniana, etc.) assim como, por meio do toque em superfícies contaminadas por estas secreções como roupa de cama, talheres, maçanetas, compartilhamento de elementos perfuro cortantes, como agulhas e alicates, entre outros objetos.

A transmissão de pessoa para pessoa acontece desde ante do início dos sintomas até a cicatrização das lesões e formação de nova pele, levando em média até 3 semanas de transmissão. Além disso, é possível haver transmissão da mulher para o bebê através da placenta. Mulheres grávidas, pessoas com imunossupressão, crianças e idosos devem ter os cuidados redobrados.

O especialista alerta, ainda, sobre o cuidado nas relações íntimas, mesmo com o uso do preservativo. Devido à grande exposição corporal e secreções, é considerada uma atividade de alto risco de transmissão. “Não importa a idade, sexo, classe econômica, etnia e orientação sexual, pessoas que apresentem pústulas (bolhas) na pele de forma aguda e inexplicável, é um caso suspeito”, alertou o infectologista.

Sintomas
O quadro pode ser acompanhado por dor de cabeça, mal-estar, aumento dos linfonodos (íngua), febre, dores musculares e fraqueza profunda. Dependendo da forma de transmissão, estado imunológico da pessoa e da quantidade de vírus que foi inoculado, a doença pode evoluir com complicações como infecção bacteriana das lesões, pneumonia e meningite.

Os sintomas costumam surgir cerca de 5 a 21 dias após o contato com o vírus, e duram entre 14 a 21 dias. As bolhas costumam surgir primeiro no rosto e mucosa oral, espalhando-se depois para o resto do corpo e atingindo, principalmente, as extremidades, como a palma das mãos. Em alguns casos, pode também surgir bolhas e feridas na região genital, além de inchaço no pênis e dor na região anal.

Prevenção
A melhor forma de se prevenir contra a patologia, é evitando contato direto com pessoas contaminadas ou com as secreções de pessoas doentes que apresentem quadro de tosse, espirro e bolhas pelo corpo. Para diminuir a exposição, é primordial a higiene correta e frequente das mãos, e dos utensílios compartilhados, além de ser imprescindível o uso da máscara facial bem aderida ao rosto cobrindo o nariz e a boca.

Indivíduos com qualquer mínima suspeita de infecção pela Monkeypox devem automaticamente se isolar, e buscar atendimento médico, evitando contato com outras pessoas até o esclarecimento diagnóstico ou melhora dos sintomas, que ocorre entre 14 e 21 dias.

Tratamento
Atualmente, não há um tratamento específico para a doença autorizado no Brasil. Logo, a orientação é o uso de medicação “sintomática”, aponta Dr. Igor. “Em casos de febre ou dor; usar analgésico. Se coceira; usar antialérgicos. Mas, claro, somente com orientação médica. Se for observado qualquer condição fora do esperado como: dores muito intensas, lesões com secreção purulenta e faltar de ar, o paciente deve procurar imediatamente uma emergência médica”, destacou o infectologista.

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